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Maior torre de observação climática do mundo estará pronta em dezembro no Amazonas

A estrutura, que medirá os fluxos amazônicos de calor, água e gás carbônico, está sendo erguida na RDS Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã 13/10/2014 às 10:41
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A torre ATTO possibilitará o monitoramento pelos próximos 20 ou 30 anos das alterações da atmosfera com a floresta
Florêncio Mesquita ---

A construção da maior e mais complexa torre de observação e realização de pesquisas em floresta tropical do mundo, a torre ATTO (sigla traduzida do inglês que significa Observatório de Torre Alta da Amazônia) ficará pronta em dezembro.

A estrutura com 325 metros de altura está sendo erguida na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã, a 245 quilômetros de Manaus, e até o segundo semestre de 2015 deve está totalmente equipada e em operação.

A informação foi confirmada pelo coordenador do projeto, Antonio Manzi, que está em Brasília para apresentar o projeto na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2014 que acontece de 13 a 19 de outubro.

Manzi é pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e representa o Brasil no acordo de cooperação com o instituto alemão Max Planck, que há pouco mais de cinco anos possibilitou a construção da torre.

De acordo com o pesquisador, a torre ATTO possibilitará o monitoramento pelos próximos 20 ou 30 anos das alterações da atmosfera com a floresta, além de padrões de formação e física de nuvens, absorção de carbono, além dos ventos, efeitos das mudanças climáticas globais na floresta amazônica, entre outros. São dados que segundo ele nunca foram obtidos da maneira proposta com a ATTO. Ele ressalta que, além de um conhecimento maior sobre Amazônia, os resultados das pesquisas realizadas na torre trarão benefícios com amplitude mundial, uma vez que, fornecerão informações sem precedentes sobre mudanças climáticas.

Um do exemplo é o estudo sobre a troca de matéria e energia entre a biosfera e a atmosfera na floresta com destaque para os níveis de CO2. Os equipamentos de ponta que devem ser instalados na torre ficarão em funcionamento sem parar por quase três décadas. Eles poderão ser controlados remotamente, além registrar informações no banco de dados da própria torre.

Somente o tamanho da estrutura faz da torre de monitoramento a maior da América do Sul. Ela será sete metros maior que a mundialmente conhecida Torre Eiffel, na França.

Conforme Manzi, projeto surgiu da proposta de construção de uma torre de monitoramento na Amazônia que o instituto alemão fez ao Brasil. Os pesquisadores brasileiros ampliaram o projeto com novas áreas de estudos que resultou na ATTO.

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