Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Em busca de ouro

Mais balsas de garimpo ilegal se movimentam em direção a Autazes 

As suspeitas, segundo presidente do Ipaam, Juliano Valente, são de que os próprios garimpeiros teriam identificado ouro na região e, em comunicado interno nas redes de garimpo, convocaram mais pessoas em uma corrida pelo ouro



garimpo_ilegal_-_bruno_kelly_EDC5AA86-43E5-46B8-B0D9-3651AE1FAE99.jpg Foto: Bruno Kelly/Greenpeace
25/11/2021 às 11:51

Mais balsas descem o Rio Madeira em direção a região de Autazes (distante 111 quilômetros de Manaus) onde, há aproximadamente 11 dias, balsas de garimpo ilegal estão enfileiradas em busca de ouro. A informação foi repassada ao presidente do Instituto Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, pela prefeitura de Nova Olinda do Norte.

De acordo com Valente, a prefeitura identificou as embarcações nas proximidades da sede do município. As suspeitas, segundo ele, são de que os próprios garimpeiros teriam identificado ouro na região e, em comunicado interno nas redes de garimpo, convocaram mais pessoas em uma corrida pelo ouro.



"Isso motivou essa caravana migratória de balsas para essa região. Nenhum dos órgãos federais ou estaduais sabem a real motivação que levou os garimpeiros a se alojar em naquela região, porém as informações de inteligência nos dão conta que houve um comunicado que eles chamam de rádio cipó", destacou o titular do Ipaam. 

O presidente do órgão ambiental do estado diz que ainda não é possível identificar por onde essa notícia teria sido propagada e nem quem seria o financiador da ação conjunta. Apesar disso, Juliano afirma que a operação dos entes federais e estaduais para dispersão dos garimpeiros será executada pela Polícia Federal e a Marinha do Brasil com apoio administrativo do Ipaam ao lado do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA).

"O fato é que os órgão se reuniaram e a partir da competência de cada órgão.A Polícia Federal no sentido da extração ilegal do ouro e o Ibama e nós (Ipaam) vamos apoiar as questões administrativas e no pós-operação", revelou. 

Conforme Juliano, as balsas começaram a chegar na região por volta do dia 16 de novembro. Após  aquela data a movimentação se intensificou. Na avaliação do presidente é comum que tenham balsas de garimpo ao longo do Rio Madeira, mas a quantidade vista nos últimos dias é fenômeno atípico. 

"Eu nunca vi um movimento assim desse jeito, meio que coordenado", declarou.

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