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Mais de 30 mil famílias devem entrar em situação de emergência com a cheia dos rios no AM

Com a nova adesão, número de afetados com a subida natural das águas chegará a 200 mil pessoas. Nove mil famílias já foram atingidas e número deve aumentar 19/02/2015 às 11:29
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Defesa Civil do Estado e outros órgãos atenderão afetados
LÍVIA ANSELMO ---

Mais de 30 mil famílias do Alto Solimões devem entrar em situação de emergência nas próximas duas semanas, anunciou nesta quinta-feira (19) a Defesa Civil do Amazonas. Até então, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Tabatinga e Benjamin Constant estavam em estado de alerta.

Já em situação de emergência estão os cinco municípios da Calha do Juruá – Envira, Eirunepé, Guajará, Itamarati e Ipixuna, onde a subida dos rios já atingiu nove mil famílias. Segundo o secretário adjunto da Defesa Civil, Hermongenes Rabelo, se o Alto Solimões passar para situação de emergência, uma média de 200 mil pessoas deve ser afetada.

A preocupação com essa área se dá devido à comparação com o mesmo período de 2009. “No Alto Solimões já são dois metros de diferença em relação ao mesmo período. A cheia nessa região vai até a segunda quinzena de abril, ou seja, ainda temos muito tempo", ressaltou Hermongenes Rabelo.

O secretário destacou que a piora no quadro estava sendo esperada pelos órgãos estaduais. “Já há uma mobilização que envolve as secretarias de saúde, educação, produção rural para atender essas famílias e prestar ajuda no que for necessário”. Segundo ele, nos municípios da Calha da Juruá, cerca de 800 famílias estão desabrigadas.

Conforme a Defesa Civil, 32 toneladas de alimentos foram enviados para as localidades de Envira, Eirunepé, Guajará, Itamarati e Ipixuna (Calha do Juruá). Já na Calha do Purus, o município de Boca do Acre ainda está em alerta. A subida dos rios no Amazonas é um fenômeno natural e anualmente atinge milhares de pessoas.

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