Domingo, 22 de Setembro de 2019
PROTESTO

Manifestação no Centro de Manaus pede fim das queimadas na Amazônia

Grupo de cerca de 300 pessoas participou de ato que iniciou na Praça da Saudade e seguiu até a Praça do Congresso. Ato foi o segundo realizado neste sábado na capital amazonense



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24/08/2019 às 18:53

Universitários, membros de institutos ambientais e de ONGs reuniram -se na tarde deste sábado (24), no Centro de Manaus, para uma manifestação pelo fim das queimadas da Floresta Amazônica, que já ocorre há quase três semanas, e ultrapassou para países fronteiriços.

A concentração foi na Praça da Saudade, onde produziram faixas e cartazes falando do ardor da mata e do cenário político brasileiro. O grupo com cerca de 300 pessoas caminhou até a Praça do Congresso.

A universitária Celina Pinagé, do 6° período de Biologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) é uma das organizadoras do ato. Ela frisa que a mobilização da sociedade é fundamental para pedir ações de combate às queimadas e aos danos ambientais. "A gente está vendo a Amazônia ser destruída por esse fogo, e ela carrega uma imensa diversidade de plantas e animais com funções distintas. Quando a gente  não traz essa discussão a público acaba invisibilizando o problema", diz a estudante, que integra a ONG Engaja Mundo, que  trabalha com pautas climáticas e ambientais. 

A psicóloga Andreza Costa frisa que a temática de proteção à floresta é antiga, mas ganhou proporção maior com as queimadas. "É importante chamar a atenção, ainda mais a gente, que está no centro  da situação, em Manaus, no Amazonas, é importante se mostrar para o mundo e dizer que a gente também está mobilizado", pontua.

O Amazonas está em terceiro lugar no ranking de queimadas da Amazônia. Os focos de incêndio estão do Sul do Estado, nas cidades de Apuí, Lábrea e Novo Aripuanã.

Dados dos Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora o desmatamento no Brasil por meio de imagens de satélite, apontam que o país teve, entre janeiro e agosto, um aumento de 83% das queimadas em relação ao mesmo período que 2018. Mais de 72 mil focos de incêndio foram encontrados.

Repórter de A Crítica

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