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Moradores da Vivenda do Pontal sofrem com areal e crateras em Área de Proteção Ambiental

Via do Tarumã está cheia de buracos e, segundo a população, o problema é ocasionado pelo grande fluxo de caçambas que trafegam no local 26/03/2015 às 11:42
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O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que existem 578 processos de regularização para extração de areia
Luana Carvalho Manaus (AM)

A extração de areia em um terreno localizado na estrada da Vivenda do Pontal, na Área de Proteção Ambiental (APA) Tarumã, Zona Oeste, está incomodando moradores da área. A via está cheia de buracos e, segundo a população, o problema é ocasionado pelo grande fluxo de caçambas que trafegam carregadas de areia diariamente no local.

“A via está intrafegável. São mais de 30 caçambas por dia que saem do areal. Esta é uma área onde muitas famílias residem e estamos revoltados com o estrago que estão fazendo na rua”, disse um dos moradores da área, Carlos Alberto Andrade, 51.

Segundo ele, os trabalhadores começam a operar as máquinas às 6h e só terminam no final da tarde. “Este areal está acabando com a estrada. Por mais que a prefeitura refaça a pavimentação, as caçambas vão continuar destruindo o asfalto. Além disso, tememos mais impacto ambiental pois o igarapé do Tarumã passa atrás do terreno”, reclamou outro morador, que preferiu não ter o nome divulgado.

As crateras na pista afetam quem utiliza carro de passeio e principalmente quem depende do transporte coletivo, uma vez que, segundo os usuários, os motoristas de ônibus não querem mais entrar na via por conta da dificuldade de tráfego.

“Eles reclamam com razão, pois a rua está cheia de buracos. Mas a comunidade é quem fica mais prejudicada com esta situação, pois já não temos muitos ônibus para essa área”, relatou o canoeiro Josué Matias Lima, 41, que também não concorda com a instalação do areal.

A linha 011 atende moradores da estrada Vivenda Verde, Vivenda do Pontal, e principalmente moradores da comunidade Sol Poente.

“clandestino” Por conta dos ônibus não estarem trafegando nas ruas, de acordo com os moradores, o transporte clandestino está sendo cada vez mais utilizado na área. Enquanto a equipe de A CRÍTICA estava no bairro fazendo a apuração da matéria, duas vans foram flagradas atuando ilegalmente.

Os motoristas cobram R$ 4 para levar os passageiros até a rodovia AM-450 (antiga avenida do Turismo) ou no máximo até a avenida Coronel Teixeira. De lá, os usuários pegam outro ônibus para chegar até o local de destino.

Sem identificação

Não existe nenhuma placa de identificação em frente ao terreno indicando que ali funcione um areal. “A gente não sabe de quem é e os moradores ficam intrigados por causa disso. Paira a dúvida se é legalizado ou não”, completou Josué Matias.

DNPN diz que areal é licenciado

O superintendente do o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) de Manaus, Fernando Burgos, informou que a área está requerida e licenciada tanto pelo órgão quanto pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). No processo consta que a Construtora Vida Nova Ltda é a responsável pela extração, que tem validade até novembro de 2015.

OIpaam informou que verificará se a empresa está operando de acordo com as condicionantes da licença. O proprietário da construtora, Raimundo Rezende, informou que a extração está paralisada no momento por causa das chuvas. “Demos um tempo porque não tem como trabalhar com chuva, mas assim que passar este período, vamos voltar a trabalhar no local. Estamos licenciados pelos órgãos ambientais. Só não temos a placa porque os vândalos destruíram”.

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