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Município de Benjamim Constant (AM) entra em calamidade com a cheia dos rios

O pedido foi feito na última semana pela prefeita Iracema Maia (PSD). Até o momento, somente a cidade de Boca do Acre teve a situação de calamidade homologada pela Defesa Civil do Estado 18/05/2015 às 20:01
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Em Anamã, o ministro Gilberto Occhi viu de perto o drama da população que, nas palavras do governador José Melo, vive na cidade que está debaixo da água
oswaldo neto ---

O Município de Benjamin Constant (a 1.121 quilômetros de Manaus) pode decretar Estado de Calamidade Pública a qualquer momento. O pedido foi feito na última semana pela prefeita Iracema Maia (PSD). Até o momento, somente a cidade de Boca do Acre teve a situação de calamidade homologada pela Defesa Civil do Estado. No Baixo Solimões, o Município de Anamã recebeu ontem a visita do ministro de Integração Nacional, Gilberto Occhi. O governador do Estado, José Melo, afirmou que a cidade está “debaixo d’água”.

De acordo com o chefe de gabinete da prefeitura de Benjamin Constant, Neon Solimões, os maiores problemas estão concentrados na área da saúde. “Três postos de saúde e várias escolas foram atingidas. A enchente vem provocando vários tipos de doenças. As principais ruas estão totalmente alagadas, assim como a área comercial e a empresa que fornece água. O abastecimento foi interrompido”, disse ele.

Iracema Maia decretou estado de calamidade no dia 14 de maio, pedido esse que ainda não foi homologado pela Defesa Civil do Estado. Na cidade, o nível do Rio Solimões alcançou a marca de 13,77 metros no último domingo, caracterizando a segunda maior enchente nos últimos 16 anos. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Benjamin Constant, faltam apenas cinco centímetros para o rio bater a marca da maior cheia registrada em 1999, quando o nível das águas chegou a 13,82 metros.

“A prefeitura tem um plano de resposta. A coordenadoria da Defesa Civil vem prestando atenção na situação e dando suporte às pessoas que estão desabrigadas. Isso vem ajudando muito”, contou Solimões.

De acordo com o chefe de gabinete da prefeitura, a prefeita Iracema Maia veio a Manaus no último sábado em busca de apoio e ajuda do Governo do Estado para enfrentar a cheia. Segundo a chefia de gabinete, ela ainda não retornou ao município.

O secretário da Defesa Civil do Estado,  Roberto Rocha, afirmou que o município está em situação de emergência, porém devido aos estragos causados pela enchente, ele deve passar ao estado de calamidade pública a qualquer momento. “Estamos em processo de análise, mas podemos dizer que é quase certo que seja homologado”, disse.

Ministro Occhi foi a Anamã

A cheia no interior e as demandas trazidas com novos municípios afetados trouxeram à Manaus o ministro de Integração Nacional, Gilberto Occhi, para uma visita. Acompanhado do governador José Melo, eles foram a Anamã (a 165 quilômetros de Manaus).

“A cheia está  atingindo sobretudo o rio Solimões. Quando ela estava concentrada no Alto Solimões, o ministério veio e nos ajudou, agora estão vindo para ver a realidade do Baixo. Nosso governo  investiu R$ 30 milhões e pretendemos destinar mais R$ 5 milhões ao interior”, disse.

De acordo com Gilberto Occhi, 11 cidades foram reconhecidas em situação de emergência pelo Governo Federal na calha do Juruá e Purus. No Alto Solimões, nove cidades estão recebendo auxílio. Ele ainda afirma que, pela União, R$ 4 milhões em recursos e kits foram enviados aos municípios.

“Independente da situação em emergência ou alerta, o Governo Federal vai sentar com a Defesa Civil do Estado para que a gente possa levantar rapidamente essas necessidades”, declarou Occhi.  “O principal é fazer um trabalho de logística no Amazonas para que o apoio daquilo que a presidente Dilma determinou possa chegar às famílias”, declarou.


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