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Amazônia
Despreparo municípios

Municípios do interior do AM despreparados para a cheia

Após duas enchentes recordes, municípios do Amazonas não estão preparados 09/04/2013 às 07:11
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Primeiro alerta de cheia emitido pelo CPRM, na semana passada, indicou que a enchente de 2013 será de grande porte
Florêncio Mesquita Manaus

A maioria dos municípios do Amazonas não está preparada para enfrentar a enchente deste ano que, conforme o alerta de cheia do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), pode chegar, em Manaus, à casa dos 29m45. O despreparo existe a despeito do Estado, nos últimos quatro anos, ter vivenciado duas enchentes recordes em 2009 e 2012.

Uma das explicações para o despreparo está na troca de prefeitos, que fez com que quase 100% dos técnicos treinados pelo Subcomando de Ações de Defesa Civil do Estado (Subcomadec) fossem demitidos. Profissionais que atuaram para evitar prejuízos ainda graves na última cheia foram dispensados e o Subcomadec corre contra o tempo para treinar novos técnicos para atuar neste ano.

Pelos menos cinco municípios decretaram situação de emergência e outros dois estão homologando o estado crítico. São eles: Ipixuna, Eirunepé, Itamarati, Carauari que sofrem com a cheia do rio Juruá, além de Apuí. Os municípios de Guajará e Juruá são os que estão em processo de homologação da situação de emergência. O Alto Solimões é outra região preocupante. Eirunepé foi o primeiro município a superar a cheia histórica de 2012.


Enquanto aumenta o número de famílias prejudicadas, a Defesa Civil do Estado treina os técnicos. No último mês, representantes de 42 municípios estiveram em Manaus para participar de um curso do Subcomadec, ministrado na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no bairro Cachoeirinha. No entanto, todos os municípios foram convidados com a indicação que a participação é fundamental para antecipar as respostas para a cheia, mas 20 não enviaram representantes.  

De acordo o titular Subcomadec,  Roberto Rocha, a Defesa Civil do município é sempre a primeira a dar resposta e ajuda à população. Somente quando a situação passa a ser de emergência que o Subcomadec é acionado. Entretanto, o município precisar saber como disponibilizar ajuda, quais os mecanismos e como pedir recursos estaduais e federais para as vítimas da cheia, procedimento que a maioria das gestões atuais desconhece, segundo Rocha

Capital

Em Manaus, os efeitos da última cheia serviram de lição para antecipar as medidas para evitar maiores danos. As áreas que sofreram os efeitos críticos da enchente estão sendo constantemente monitoradas pela Defesa Civil do Município que verifica o nível da água e áreas de risco. O órgão também estuda, inclusive, ações para remover famílias das áreas que podem ser mais afetadas.

De acordo com a Associação Amazonense dos Municípios (AAM), os municípios de Atalaia do Norte, Santo Antônio do Iça, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tonantins estão em situação de alerta. Tefé, Uarini e Jutaí estão em alerta com tendência a chegar a situação de emergência.

Temporal alcançou 23 milímetros

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) choveu 23,05 milímetros entre as 8h e 14h, sendo que o maior volume foi registrado pela manhã. Para o instituto, o volume é considerado normal para uma chuva que durou aproximadamente 40 minutos. Para esta terça e, o Inmet prevê média igual ou menor a registrada na segunda-feira(08).

A chuva pegou centenas de pessoas desprevenidas. Um delas foi técnica em edição, Aline Pereira, 26, que além de ficar com a roupa encharcada, ainda chegou atrasada no trabalho.

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