Publicidade
Amazônia
Seca

Municípios do interior do AM enfrentam dificuldades ocasionadas pela seca

O município de Humaitá já declarou estado de emergência. Já cidades como Manicoré, Apuí e Novo Aripuanã, dentre outras, estão em estado de alerta 16/08/2016 às 11:34
Show unnamed
(Foto: Francisco das Chagas/ Divulgação)
acritica.com

A seca dos rios no interior do Amazonas já tem afetado drasticamente a rotina das cidades nas calhas dos rios Juruá, Madeira e Purus. Alguns municípios, já declararam estado de emergência e outras estão com dificuldades no abastecimento e já contabilizam a falta de alimentos, combustível. Muitos moradores estão ilhados, já que o barco é o único meio de transporte de alguns pontos do interior do Estado. A informação é da Associação Amazonense dos Municípios (AAM).

O município de Humaitá (distante 591 quilômetros de Manaus) já declarou estado de emergência. Já cidades como Manicoré, Apuí e Novo Aripuanã, dentre outras, estão em estado de alerta. “Estamos fazendo um monitoramento rigoroso da situação desses municípios e dos que estão em estado de alerta. A Associação está entrando em contato diário com os prefeitos das cidades atingidas pela cheia e o nosso receio é que os danos sejam tão graves quanto os registrados em 2005”, afirmou o presidente da AAM e prefeito de Itamarati, João Campelo.

Em Humaitá já pode-se observar bancos de areia no meio do Rio Madeira e a prefeitura precisou fazer drenagem para que as embarcações passem com mantimentos básicos aos moradores do município. 

De acordo com dados do boletim de monitoramento hidrológico da Amazônica Ocidental, fornecido nesta segunda-feira (15) pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), na última medição o Rio Madeira a cota era de 10,20 metros, sendo que a cota mínima registrada foi de 8,33 metros. Já no Rio Purus, a cota atual é de 4,48 metros e a mínima registrada naquele local é de 3,49 metros. O órgão não faz medições no rio Juruá.

Campelo reafirma a preocupação em relação aos danos que a seca pode ocasionar a esses municípios. “Semana passada tivemos que mandar canoas para resgatar passageiros de um barco que ficou encalhado nas pedras próximo à Itamarati. Eles tiveram que fazer mais de 12 fazendo uma viagem de canoa”, afirmou.

*Com informações da assessoria de comunicação.

Publicidade
Publicidade