Domingo, 23 de Janeiro de 2022
Discussões climáticas

Na COP26, FAS busca parceiros para tornar Zona Franca mais verde

Em entrevista à reportagem de A CRÍTICA, o superintendente da FAS, Virgilio Viana, falou sobre as articulações que estão sendo realizadas na conferência



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02/11/2021 às 21:21

Nesta semana teve início em Glasgow, na Escócia, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP26). Está presente no evento Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), organização amazonense que atua na execução de projetos socioambientais na região. Em entrevista à reportagem de A CRÍTICA, ele falou sobre as articulações que estão sendo realizadas na conferência. 

Segundo Virgílio, a FAS quer propor uma maior necessidade de investimentos em bioeconomia na Amazônia, de maneira que gere empregos mais ‘verdes’ e que complementem a Zona Franca de Manaus. “Temos muitas possibilidades, como trabalho nas cadeias produtivas de fármacos, corantes e alimentos funcionais”, ressalta. 



Os detalhes para estes trabalhos ‘mais verdes’ ainda serão discutidos nas reuniões para busca de parceiros que permitam a idealização do projeto. Com as atuações socioambientais que toca na Amazônia, a fundação soma mais de 70 financiadores, dentre eles, o banco Bradesco e multinacionais como a fabricante Honda e a Coca-Cola. 

“Participaremos de reuniões e encontros com instituições de todo o mundo para mostrarmos como é possível reduzir o desmatamento e melhorar a qualidade de vida da sociedade. Estamos levando conosco resultados alcançados pela fundação durante a atuação na Amazônia”, comenta Virgílio.

Impactos na Amazônia

Viana diz acreditar que a atenção concedida à conferência por boa parte da população deve fazer com que políticos, sejam parlamentares ou chefes de Estado, se importem mais em resolver os problemas das mudanças climáticas.

“Vemos que, hoje, o mundo está elegendo esse tema como prioridade. Isso seguramente está sendo ouvido pelas lideranças políticas da Amazônia, por isso, esperamos que deem atenção a voz da sociedade, que está cada dia mais preocupada com os eventos climáticos extremos e os efeitos na qualidade de vida de todos”, comenta ele. 

Metas climáticas

Um dos desdobramentos mais importantes para o país durante a COP26 foi a atualização de ‘objetivos ambientais’ pelo governo brasileiro. O Ministério do Meio Ambiente anunciou que irá aumentar a meta de redução de gases poluentes de 43% para 50% até 2030. Além disso, quer diminuir em 50% o desmatamento ilegal até 2027 e zerar no ano seguinte, 2028. Esta última meta deve afetar, de forma positiva, diretamente a Amazônia. 

“O Brasil ainda tem níveis altíssimos de desmatamento, o que é muito acima do aceitável. Convém lembrar que isso é algo relevante não apenas para a comunidade internacional, mas para os próprios brasileiros. A Amazônia em pé é essencial, porque quando a floresta é desmatada, imediatamente vira queimada. A fumaça desse processo polui o ar e o transforma em problema de saúde pública”, elucida o superintendente da FAS. 

Ele lembra que o posicionamento a favor do meio ambiente é também compartilhado pela população de Manaus. Uma pesquisa de opinião encomendada pela FAS apontou que 72,6% dos manauaras acreditam que manter a floresta preservada é positivo para a qualidade de vida e economia do estado.


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