Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Cidade flutuante

'Não há previsão para o emprego de tropas', declara Comando Militar sobre garimpeiros no rio Madeira

Em nota, o Comando Militar da Amazônia (CMA) informou que um combate às ações delituosas no âmbito do ambiental é competência dos órgãos de fiscalização



garimpo_ilegal_-_silas_laurentino_542C8FDC-A58B-4F49-96BC-E7D3555C7FDD.jpg Foto: Silas Laurentino/A CRÍTICA
26/11/2021 às 13:28

“Não há previsão para o emprego de tropa”. Essa foi a resposta do Comando Militar do Amazonas (CMA) à reportagem de A CRÍTICA sobre a cidade flutuante de garimpeiros ilegais que retiram ouro na região do rio Madeira na altura do município de Autazes, a 111 quilômetros de Manaus.

Na quarta-feira o Ministério Público Federal recomendou que o CMA e mais cinco órgãos adotem medidas emergenciais em relação ao paredão de balsas nas proximidades da comunidade do Rosarinho.



O Comando declaorou que atua diuturnamente em defesa da Pátria em sua área de responsabilidade  que abrange os estados do Acre , Amazonas, Rondônia e Roraima, conforme deliberação do artigo 142 da Constituição Federal, mas um combate às ações delituosas no âmbito do ambiental é competência dos órgãos de fiscalização.

Foto: Silas Laurentino/A CRÍTICA

“O CMA reforça, ainda, que a prevenção e eventual combate a ilícitos ambientais cabe aos órgãos de fiscalização do meio ambiente municipais, estaduais e federais, atuando isoladamente ou em ambiente interagências. Isto posto, e considerando que não há amparo legal. Informo que não há previsão de emprego de tropa na situação em tela”, declarou o CMA por meio de nota.

Narcotráfico na região

Em agosto deste ano, o decreto que autorizava a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelas Forças Armadas no combate ao desmatamento foi vencida. Nessa semana, o vice-presidente da República declarou que há suspeitas de que parte das embarcações usadas no garimpo ilegal no Rio Madeira é utilizada também por narcotraficantes, para transportar drogas.

Na ocasião, Mourão também afirmou que o governo federal não tem deixado de destruir embarcações e equipamentos apreendidos de garimpeiros ilegais. “Fizemos o que tinha que ser feito”, disse.

 

“Temos tido vários informes de que, para proteger suas rotas, o narcotráfico, essas quadrilhas que agem no centro-sul do país, subiram para lá. E uma das formas de se manterem é apoiando ações dessa natureza. Até porque, o ouro extraído ilegalmente é um ativo que eles podem trocar por drogas”, acrescentou o vice-presidente.

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