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Amazônia
EU SOU AMAZÔNIA

Nova plataforma do Google Earth apresenta ‘nova’ Amazônia como ‘nunca antes vista’

Saiba como monitorar territórios, passear por florestas e rios nos moldes do Street View e acessar dados, mapas e uma série com 11 documentários 16/07/2017 às 03:25 - Atualizado em 16/07/2017 às 11:07
Vinicius Leal Manaus (AM)

O que você sabe sobre o local onde você vive... sobre as florestas e os rios que os cerca, sobre a origem da chuva e do calor típico da região, sobre as comunidades que vivem ao seu redor? Você, morador de Manaus ou do interior do Amazonas, amazônida, realmente conhece o espaço onde vive? Se a maioria das respostas a essas perguntas for não, acredite, você precisa conhecer a nova plataforma do Google Earth para a Amazônia, que apresenta uma “nova Amazônia nunca antes vista”.

É o já conhecido programa da Google com imagens em 3D do globo terrestre, mas agora com conteúdo exclusivo e inédito sobre a região, com funções que permitem mapear e monitorar territórios inteiros – até então desconhecidos da maioria do público; acompanhar quase em tempo real áreas sob ameaça; passear por florestas, rios e comunidades nos moldes da realidade virtual do Google Street View; e ainda ter acesso a informações, fotos e mapas interativos, localizações e histórias de povos tradicionais como indígenas, ribeirinhos, quilombolas e produtores rurais, tudo gratuito e agora no formato web e para celulares Android – além do tradicional programa para computadores.


Foto: Divulgação/Google Brasil

Isso é o “Eu Sou Amazônia”, a plataforma especial do Google Earth sobre a região lançada esta semana na sede brasileira da empresa, em São Paulo, e que ainda conta com uma série de 11 minidocumentários sobre 11 diferentes histórias de populações amazônidas, cada uma sobre uma temática necessária, como clima e suas mudanças, desmatamento, agropecuária, hidrografia, inovação e empreendedorismo, alimento e recursos naturais, resistência e empoderamento, poluição e preservação, territórios e disputas, conhecimento tradicional e histórias, entre outros.

A série de 11 vídeos foi dirigida pelos cineastas Fernando Meirelles e Frederico Mauro e produzida pela O2 Filmes, com a participação dos próprios povos amazônidas e de parceiros do Instituto Socioambiental (ISA), da Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam) e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que auxiliaram na organização das informações científicas sobre a região. “É uma série de 11 histórias dentro da nova plataforma de story telling do Google Earth, o Voyager, disponíveis em três idiomas e pela primeira vez para a web e via Android”, explicou Kim Farrell, gerente de marketing da Google Brasil. “Navegando nas histórias é possível descobrir como você pode se envolver mais e tomar uma ação para tentar proteger a floresta amazônica”.


Foto: Divulgação/Google Brasil

Além da série de vídeos, o “Eu Sou Amazônia” ainda inclui planos de aula baseados nas 11 histórias, chamado Google Earth para Educação, onde qualquer professor pode ter acesso, baixá-los e usar tais conteúdos para o ensino dentro de sala de aula. Para conectar-se ao “Eu Sou Amazônia”, o usuário precisa entrar no endereço g.co/EuSouAmazonia ou fazer download nas lojas virtuais. A nova plataforma ainda não é disponível no sistema iOS.

Nasceu há dez anos

A ideia para o novo Google Earth dedicado à Amazônia surgiu há dez anos, a partir da iniciativa do líder indígena Almir Suruí, do povo Paiter Suruí, no estado de Rondônia. “Em 2007 o cacique Suruí foi até nós na sede da Google (na Califórnia) e nos contou sobre problemas sérios de disputa de terra, destruições e doenças. Nós nos encontramos num café e ele abriu o Google Earth, e mostrou o território dele todo em branco. Ele nos perguntou: por que em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília você vê lojas, livrarias, escolas, hospitais, mas quando olha a Amazônia não tem nada?”, contou a diretora do Google Earth, Rebeca Moore.


Foto: Divulgação/Google Brasil

Segundo Rebeca, eles passaram então a desenvolver tecnologias para mapear as terras indígenas dos Suruí e ensinaram os membros da comunidade a manusear as ferramentas. “Ele pediu ajuda para colocá-los no mapa. Eu pensei, se você quer proteger a floresta, você tem que proteger as pessoas que vivem lá. Ficamos excitados em demarcar essas informações e empoderar as pessoas da Amazônia a contar as suas histórias e colocá-los no mapa. Então nós ensinamos o povo Suruí a usar a tecnologia”, disse.

O primeiro resultado dessa parceria ocorreu em 2012, com o Mapa Cultural Suruí. De lá para cá, a plataforma foi aperfeiçoada e mais povos foram incluídos. “Hoje é um grande avanço inserirmos povos indígenas e outras comunidades tradicionais. É necessário que o povo brasileiro saiba que a Amazônia não é apenas de quem vive na floresta, mas um patrimônio dos brasileiros. Precisamos estar unidos procurando uma política sustentável, de desenvolvimento e respeito”, disse Almir Suruí, presente no evento de lançamento do novo Google Earth.

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