Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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SUSTENTÁVEL

Novo sistema de fornecimento de água melhora manejo sustentável de gado

Os sistemas servem ao modelo de Pastoreio Racional Voisin, uma alternativa eficiente e sustentável para produtores de gado da região. Segundo Jerusa Cariaga, a participação dos produtores ribeirinhos foi constante em todo o processo.


28/03/2019 às 17:45

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá instalou três sistemas de abastecimento de água para a criação de gado com o modelo de Pastoreio Racional Voisin (PRV) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (RDS Amanã).

Com os sistemas, movidos a energia solar, os criadores, podem melhorar a sua produtividade e a saúde do rebanho, sem a necessidade de desmatar novas áreas.

As ações atendem aos objetivos do projeto Mamirauá, intitulado Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação (BioREC), que visa “reduzir e transformar práticas que geram conversão florestal desnecessária, degradação ambiental e emissões de gases de efeito estufa”.

Dentro dessa lógica, é fundamental que os criadores locais tenham às mãos alternativas que possibilitem a pecuária agroecológica e sustentável na reserva, que abriga produtores de gado há pelo menos 50 anos.

“Quando as pessoas falam em criação de gado dentro da Amazônia, vem junto aquele peso do desmatamento. Mas, quando você lida com criadores tradicionais, entender a lógica de criação e entender que os campos já existem há muito tempo é muito importante. ”, afirma Jerusa Cariaga, pesquisadora do Programa de Manejo de Agroecossistemas (PMA) do Instituto Mamirauá.

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O pastoreio racional 

Sem a alternativa oferecida pelo sistema de Pastoreio Racional Voisin, o gado na região da reserva era (e ainda é) criado solto para pastar e beber a água do rio. Essa maneira de criação pode, eventualmente, empobrecer o solo, o que acarreta na procura dos animais por alimento em propriedades vizinhas ou na necessidade da derrubada de áreas de floresta para a criação de novas pastagens.

“O PRV é uma tecnologia agroecológica que não causa a dependência de insumos externos, como fertilizantes sintéticos.”, destaca Paula Araújo, veterinária do Instituto Mamirauá, uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). “Queremos que, com os recursos que o criador dispõe no local, ele consiga produzir e produzir com qualidade”, complementa.

Um projeto feito em colaboração 

Segundo Jerusa Cariaga, a participação dos produtores ribeirinhos foi constante em todo o processo, desde a elaboração do projeto até as obras de fato. “Nós conversamos muito com os criadores que estão assessorados. Nenhuma das ações é pensada apenas aqui na sala.”, explica.

Ficou estabelecido que a construção do sistema fosse feita em parceria com os ribeirinhos. “Eles coletaram a madeira nos roçados deles e na vizinhança, então não precisamos derrubar uma árvore sequer para implementar o sistema. ”, conta a pesquisadora.

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