Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Incubadoras Inpa

Novos negócios com tecnologia 'made in Amazonas'

Novos negócios surgem no mercado local, na esteira de tecnologias desenvolvidas por pesquisadores do Inpa



1.jpg Incubadora do Inpa está operando com nove empresas, mas há espaço para atrair outras
01/09/2013 às 20:23

Estimular a criação de negócios inovadores ancorados no desenvolvimento sustentável é o objetivo da incubadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Criado em 2002, o projeto só começou a funcionar em 2011 e já recebeu nove empresas que oferecem serviços e produtos para dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas dentro do instituto.

Entre essas empresas está a Néctar Frutos da Amazônia, que lançará em breve a farinha de pupunha, que serve tanto como suplemento nutricional quanto base para receitas culinárias. A tecnologia já desenvolvida pelo Inpa foi transferida ao empresário Márcio Nagevantes, por meio da incubadora. Em dois anos, ele já conseguiu montar uma sede própria e empregar 15 pessoas.

“Estamos adaptando a fábrica, maquinários, treinando pessoas para produzir em escala comercial. Como experiência, lançamos a farinha de pupunha e foi bem aceita. Queremos comercializá-la em pacotes de 1kg. Porém, a demanda produtiva do fruto é muito pequena comparada às metas que traçamos. A farinha é rica em vitamina A, serve para multiplicar leite materno. Dá pra fazer bolos, pães, biscoitos, tudo muito gostoso”, assegura Navegantes, que também produz balas e geléias a partir de frutas amazônicas como açaí, buriti, camu-camu, cupuaçu e tucumã.

Novos negócios

Outras idéias desenvolvidas por pesquisadores do INPA estão chegando ao mercado através de novos negócios. É o caso da empresa de assessoria técnica Amazônia Social-ambiental, criada pelo biólogo Diego Brandão, que saiu do mundo acadêmico para empreendedorismo depois de concluir o mestrado em Ecologia do INPA.

Diego viu que faltava em Manaus uma empresa que prestasse consultoria ambiental e criasse projetos para o terceiro setor e para as empresas privadas. “Desenvolvemos, por exemplo, projetos para comunidades que trabalham com pesca, tanto no aspecto social como ambiental para gerar renda e trabalhar na conservação da floresta”, explicou.

Experiências pioneiras de empreendedorismo também estão presentes em empresas residentes como a Ciaflor, que desenvolve produtos madeireiros; a HDON, que presta serviços ambientais na área de crédito de carbono; e a Delicatessen Pescado que fabrica derivados de pescados amazônicos como nuggets, hambúrguer e salsichas.

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