Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
publicidade
a1fc49d80d.jpeg
publicidade
publicidade

SINAL DE ALERTA

Número de queimadas ‘explode’ na região Sul do Amazonas com 7.712 focos registrados

Nos primeiros oito meses deste ano foram registrados 33% a mais que em 2016, segundo dados do Inpe


30/08/2017 às 20:16

Mais de 7.712 focos de queimadas foram registrados no Amazonas, entre 1°  de janeiro e 27 de agosto deste ano. Isso representa um aumento de 33% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registram um crescimento considerado preocupante para especialistas, já que em 2016 o número de queimadas, no mesmo período, foi de 5.653 focos, 16% a mais que 2015, quando 4.864 casos foram registrados, também de janeiro a agosto.

Só no período de 1° a 27 de agosto deste ano foram 5.388 focos registrados, segundo registros do programa de monitoramento por satélites do Inpe. O número corresponde a quase 70% do total de focos identificados nos oito primeiro meses de 2017. 

O salto nos casos de queimadas chama ainda mais atenção se comparado ao número de focos registrados nos meses de junho e julho deste ano, quando ainda estávamos no final do período chuvoso. De janeiro até junho, o Amazonas havia registrado apenas 119 focos de calor. Em julho, as queimadas aumentaram em 1.560% no Estado, chegando a 1.975 registros. Em agosto, novo aumento, agora de 173% -  em comparação com julho. 

Sul crítico

De acordo com o monitoramento do Inpe, a maioria das queimadas acontece no Sul do Amazonas. O Inpe apontou o Município de Apuí (distante 220 quilômetros da capital) como o que mais apresentou focos de calor em 2017: 1.504 nos oito primeiro meses do ano. Em seguida vem Manicoré (a 333 quilômetros da capital), com 970 ocorrências. Em terceiro lugar da lista está, Lábrea com 963 registros. Os municípios de Novo Aripuanã, Canutama, Maués, Humaitá e Tefé completam o ranking de municípios com mais casos de queimadas no Estado.

Por conta do cenário crítico nessa região do Estado, especialistas temem que as altas temperaturas e o tempo seco, aliados ao aumento dos focos de queimadas, possam provocar fenômeno semelhante ao que  ocorreu em 2015, quando “nuvens” de fumaça cobriram Manaus.  Apesar da situação preocupante, o analista de queimadas do Inpe, Marcelo Romão, disse que, por enquanto, a fumaça causada pelas queimadas no Sul do Estado não deve chegar à capital. “O Sul do Amazonas tem influência do anticiclone, que domina a inibição de nuvens, por isso a incidência é maior, porém a fumaça liberada prejudica diretamente a cidade de Porto Velho, em Rondônia”,  explicou. 

Corrida contra o tempo

Para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a situação no Estado é de alerta. O secretário-executivo de Gestão Ambiental da Sema, Luíz Andrade, informou que o órgão tem conhecimento dos casos e já começou a tomar providências.  “Os casos hoje são espantosos, apesar no nosso trabalho de prevenção. A cada dia, em média, 50 casos novos são identificados. Por isso, estamos correndo contra o tempo”, contou.

Formação de brigadistas

A assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros afirmou que o número de ações de combate a focos de queimadas no interior do Estado, este ano, já ultrapassa 325 ocorrências.  A maior incidência é nos municípios do extremo Sul. Quem realiza o combate e prevenção são os mais de 100 brigadistas habilitados para essa tarefa. Ainda de acordo com a corporação, mais 300 brigadistas devem ser formados nos próximos meses. 

Ações nos municípios

Um das ações de combate às queimadas é a conscientização da população das cidades do sul do Amazonas sobre os transtornos causados pelas queimadas, palestras e cursos de brigadistas ministrados por representantes da Sema, Ongs, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, além da distribuição de equipamentos, como abafadores. A primeira parada é Apuí, dia 9 de setembro. A expedição termina dia 17.

Denúncias somam 125 em Manaus

 Ao todo, 125 denúncias referentes a focos de queimadas urbanas foram registradas em Manaus,  entre os meses de janeiro e junho deste ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). 

A maioria, conforme o órgão, se concentra nas zonas Leste , com 41 ocorrências,  e Norte, com 35. Em seguida vêm as zonas Oeste, com 18 registros; Centro-Sul, com 13; Sul, com 10 e Centro-Oeste, com um total de 7 casos.  Em todo o ano passado, a Semmas recebeu 425 denúncias. 

Uma equipe, formada por fiscal e técnico em educação ambiental da Semmas, atua exclusivamente no atendimento às demandas referentes a focos de queimadas na cidade. As denúncias podem ser feitas por meio do 0800-092-2000 ou pelo site da secretaria.

Em casos de reincidência, a fiscalização retorna ao local para aplicar multa, que dependendo da gravidade da queimada pode variar de 50 a 250 Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a valores de R$ 4.992,00 a R$ 24.960,00.

publicidade
publicidade
Ônibus da linha 315 pega fogo e precisa ser evacuado dentro do T1 em Manaus
Notre-Dame pode ser reconstruída em até cinco anos, diz presidente francês
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.