Sábado, 20 de Julho de 2019
Lagoa do Japiim

O retorno do Parque Municipal Lagoa do Japiim em Manaus

Presença de quelônios, pássaros e peixes marca o retorno de frequentadores; mau cheiro está controlado por tratamentos



1.png Além da estação de tratamento já existente na Lagoa do Japiim, Semmas prevê outra, que deverá ser viabilizada a partir de Termo de Ajustamento de Conduta(Taca) firmado com a Manaus Ambiental
04/08/2013 às 13:30

Quem visita o Parque Municipal Lagoa do Japiim pode, se tiver sorte, contemplar uma tartaruga que se deixa ficar ao sol no final de tarde ou se proteger do mesmo com as sombras oferecidas pelas seringueiras espalhadas na pista de caminhada. O privilégio é destacado pelo professor Harley Soares, 44, que diariamente caminha no local. Construído em uma área de 41 mil metros quadrados, o equivalente a quatro hectares ou a quatro campos de futebol, o parque que custou aos cofres públicos mais de R$ 6 milhões, só agora pode, de fato, ser frequentado. “O mau cheio é raro e a iluminação está melhor”, constatou o aposentado Jurandir Noronha do Nascimento, 76, que há quatro anos faz caminhadas no parque.


Cercado por vários conjuntos habitacionais como Japiim 1 e 2,  Suframa, e próximo de bairros como Japiinlândia, Coroado, Petrópolis, Raiz, São Francisco e Distrito Industrial, o parque seria o espaço mais que ideal para o lazer de crianças, jovens e adultos, observa Jurandir, morador do Japiim há mais de 32 anos. 

O parque foi construído há cinco anos no bairro cujo nome homenageia o japiim, passarinho encontrado com frequência quando a área foi ocupada para a construção do conjunto habitacional, na década de 70. O parque, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), mantém remediado o problema do mau cheio oriundo do acúmulo de matéria orgânica no lago.

A proposta é tratar o problema na raiz, com a execução de obras na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), visando melhorar a qualidade da água e com isso melhorar a permanência das pessoas no local.

Estação

A estação de tratamento existente no local foi construída de forma parcial pela empresa Fergel Indústria e Comércio de Ferro e Aço da Amazônia Ltda, segundo a Semmas. Entre as providências tomadas para a recuperação e a construção de uma nova ETE está a viabilização de um Termo de Ajustamento de Conduta (Taca) firmado junto à concessionária Manaus Ambiental, com multa aplicada em abril deste ano revertida em obras e serviços. De acordo com a Semmas, a empresa foi autuada pelos danos causados após o rompimento de uma tubulação de esgoto que vinha levando dejetos sem tratamento a um afluente do Igarapé do Mindu.

Os caminhantes como Harley admiram-se com a tartaruga e elogiam a manutenção das seringueiras que fazem sombras interessantes na pista reservada à caminhada. “Dá para ver e ouvir pássaros”, comemora o professor, ao defender a continuidade do trabalho de conservação do parque. Outro que defende maiores cuidados com o local é o aposentado Timóteo Oliveira, morador do Japiim 2. “Essa é uma área habitacional, tem que ter espaços para as pessoas caminharem, passearem, as crianças podem vir também, nós temos direito de ter isso aqui no conjunto, que é tão antigo e tradional na cidade”, observou.

Assim como a presença dos animais, o espelho d’água que se forma com o reflexo do sol, é um indicador de que algo mudou na lagoa. A questão é saber se vai continuar dessa forma e melhorar, explica Timóteo.

Ampliação prevista para 2015

Apesar da condição de depósito de dejetos de esgoto, no lago do parque ainda vivem espécies de quelônios e peixes como o bodó, o peixe-elétrico (poraquê) e o tamoatá, além de ser local de pouso e nidificação (contrução de ninhos) de várias aves aquáticas como o maçarico e o jaçanã.  Para conseguir melhorar o local, em maio, ocorreram vistorias na rede coletora de esgoto da comunidade, especificamente na viela construída sobre as partes finais dos becos São Domingos, Amazonas e São Bernardo. Essas comunidades despejavam o esgoto no Parque Lagoa do Japiim, revela a Semmas. Muito lixo também era lançado na área e nas águas.

Houve a limpeza, pela Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) dos 12 mil metros quadrados de terreno da segunda etapa do parque, onde estão localizadas as caixas coletoras da ETE.  Há um projeto de engenharia da segunda etapa, que prevê a construção de academia ao ar livre, pista de caminhada, quadra de areia poliesportiva, praça de alimentação, banheiros públicos, pista de skate, entre outros equipamentos. A previsão é de que o projeto fique pronto até 2015.


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