Terça-feira, 22 de Outubro de 2019
Amazônia

Ocupação começou a ser desfeita durante cumprimento de mandato de reintegração de posse

No meio da tarde desta quarta-feira (25) os policiais que organizavam a ação foram surpreendidos com uma manifestação dos invasores que diziam ter conseguido uma ordem judicial para paralisar a reintegração. Nesta quinta-feira (26) o trabalho deve ser completado



1.jpg Ação contou com o apoio de cerca de 500 policiais
26/09/2013 às 07:14

A primeira parte da ação para cumprimento de um mandato de reintegração de posse de um terreno no km 6 da rodovia Manoel Urbano, no Município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) estava sendo cumprida normalmente na tarde de dessa quarta-feira (25) quando por volta das 15h30 os policiais que organizavam a ação foram surpreendidos com uma manifestação dos invasores que diziam ter conseguido uma ordem judicial para paralisar a reintegração. Nesta quinta-feira (26) o trabalho deve ser completado.

Segundo o líder dos invasores Sebastião Castilho o advogado dos invasores havia conseguido o documento e estava levando até o local para o conhecimento de todos. Sebastião inventou ainda que a presidente Dilma Rouseff tinha conhecimento do problema.



O comandante de Policiamento Especializado (CPE), Aroldo Ribeiro saiu do local para checar a informação no cartório do município de Iranduba.

As máquinas foram paralisadas por mais de 2 h, enquanto a informação era checada. Os invasores começaram então a festejar e reconstruir os barracos.

Para o auxiliar de mecânica, Manuel Silva, 35, que há dois meses estava no local a decisão foi uma justiça de Deus, pois todos que invadiram o terreno são pessoas que precisam e que moram em locais de risco. “Eu pagava R$ 600 de aluguel, esse pedaço de terra é a chance que eu tenho de mudar de vida”, disse Manuel.

O mecânico contou ainda, que como trabalhava em Manaus deixou a mulher e a casa alugada onde morava para ir para Iranduba. Depois de verificar no cartório de Iranduba o procurador de Justiça Lincon Tavares chegou até o local informando que os trabalhos deveriam continuar, pois não havia nenhum documento. “Eu saí daqui para checar a informação e verifiquei que não há nada nem Iranduba, muito menos de Manaus, tudo não passou de um blefe dos invasores para retardar o cumprimento da ordem judicial”, explicou.

Segundo Aroldo Ribeiro quando os policiais chegaram pela manhã haviam cerca de mil pessoas e muitos barracos vazios o que demonstra que muitas pessoas se aproveitaram da oportunidade.


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