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Amazônia
'Malhadeira'

Operação apreende mais de três toneladas de pescado ilegal em reservas do AM

Ação entre Ipaam e Batalhão de Policiamento Ambiental encontrou espécies com a pesca proibida, além de macacos, quelônios e carcaças de mamíferos. Operação registrou 17 autos de infração lavrados 20/06/2016 às 17:21
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"Operação Malhadeira" realizou 123 abordagens nas reservas Amanã e Mamirauá
acrítica.com

Mais de três toneladas de pescado ilegal foram apreendidas durante a “Operação Malhadeira”, ação conjunta entre o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM). A ação ocorreu nas reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Amanã e Mamirauá e 17 autos de infração foram lavrados.

Segundo o Ipaam, a operação foi deflagrada no período de 7 a 17 de junho. O órgão informou que com o resultado das ações, foram apreendidas mais de três toneladas de pescado, e deste montante, 1.800 foram apenas da espécie piracatinga, que está com a pesca proibida. Também foram apreendidos mais de 1.600 quilos de pirarucu e 150 de outros pescados ilegais.

Além do pescado, foram encontradas três pacas, quatro macacos da espécie guariba, dois quelônios, sendo ma tartaruga da Amazônia, 17 carcaças de antas, oito carcaças de pacas e seis carcaças de tartaruga da Amazônia. Cinco embarcações foram apreendidas e em uma das abordagens foram encontrados 34 quilos de entorpecentes. O suspeito detido pelos policiais militares foi conduzido à delegacia regional de Tefé (a 522 quilômetros de Manaus).

Segundo o Ipaam, num total de 123 abordagens, foram lavrados 17 autos de infração, que juntos somam o valor de R$ 216,760, 29 termos de apreensão, nove termos de doação, dois termos de soltura e dois termos de destruição.

O órgão informou que o pescado apreendido foi doado às comunidades locais e os animais silvestres abatidos à Instituição Mamirauá para fins de estudos científicos.

Regras

A captura e pesca da piracatinga está proibida conforme o dispositivo normativo, Instrução Interministerial nº6 de 17 de julho de 2014. A captura deste pescado contribui para a matança de botos e jacarés na região, utilizados como isca para atrair os cardumes dessa espécie de peixe que se alimenta de restos de outros animais.

Já o Pirarucu está em defeso permanente, ou seja, durante todo o ano, conforme as Instruções Normativas do Ibama N°34/2004 e N°01/2005, podendo ser comercializado apenas quando oriundos de piscicultura licenciada por órgão ambiental competente ou de área de manejo devidamente autorizada pelo Ibama.

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