Domingo, 23 de Janeiro de 2022
Preservação da Amazônia

Órgãos articulam providências sobre invasão de garimpeiros ilegais próxima a Autazes

Mais de 300 balsas de garimpo ilegal foram atracadas no Rio Madeira, nas proximidades da Comunidade Rosarinho, entre os municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte



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24/11/2021 às 14:00

Órgãos de controle estadual e federal começam as articulações para tomar providências em relação as mais de 300 balsas de garimpo ilegal atracadas no Rio Madeira, nas proximidades da Comunidade Rosarinho, entre os municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte. 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou  que teve ciência do caso e, nesta terça-feira (23), reuniu-se com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) “para alinhar as informações, a fim de tomar as devidas providências e coordenar uma fiscalização de garimpo na região”.



Entramos em contato com o Ipaam para esclarecer que medidas seriam essas e aguardamos o posicionamento do órgão. O titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Eduardo Taveira, lembrou que o Rio Madeira é responsabilidade do governo federal e a fiscalização ambiental cabe ao Ipaam, mas disse que a pasta está acompanhando juntos aos órgãos, inclusive Policiai Federal (PF) os desdobramentos da investigação da denúncia.

Foto: Bruno Kelly

Taveira declarou que o estado tem trabalhado para fortalecer as cadeias produtivas locais, por meio das Unidades de Conservação, a fim de que as populações destes locais possam ter alternativas de renda frente ao avanço do garimpo. Além disso, o secretário informou que está à disposição do parlamento estadual para tratar sobre a regulamentação da atividade mineradora no Amazonas.

“Quanto à regulamentação a Sema está à disposição para contribuir com tema. Temos conversado com outros países da Amazônia como Peru e Colômbia para verificar quais soluções foram as mais exitosas no controle dessa atividade ilegal”, afirmou Eduardo.

Quem também se pronunciou foi a Polícia Federal. Por meio de nota, a PF declarou que está tratando internamente as ações relacionadas aos garimpeiros do Rio Madeira e que assim que foram reunidas informações e dados acerca de ações desta Superintendência Regional da Polícia Federal sobre o assunto em questão, estas serão divulgadas à imprensa.

Na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o assunto foi destaque na fala do presidente da Casa Roberto Cidade (PV) e do deputado Adjunto Afonso (PTB) durante a sessão de terça-feira. Ambos destacaram a necessidade de discussão da regulamentação da mineração no estado para reduzir a invasão do garimpo ilegal. 

Cidade indicou que poderá ser criado um grupo de trabalho para debater o assunto e em breve o tema será tratado em uma Audiência Pública, onde serão convocados os órgãos de controle que atuam na proteção ambiental. 

“Não sou contra a exploração do garimpo, mas nós precisamos destravar mais o setor assim como destravamos um setor que era tão cobrado aqui que era o transporte hidroviário. Eu acho que nós vamos ter que fazer um grupo de trabalho aqui e ver de que forma o Ipaam vamos conseguir destravar o setor aqui”, enfatizou Cidade.  

A denúncia sobre a invasão de inúmeras dragas de garimpeiros no Rio Madeira foi feita pelo prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante (PSC), na terça-feira. Segundo o chefe do executivo municipal os moradores da comunidade onde estão atracadas as balsas temem pela vida e pelos prejuízos ambientais que a pratica criminosa da retirada de ouro pode trazer para o local.

“Não podemos permitir que essa atividade que é ilegal coloque em risco a vida dos moradoes do Rosarinho e, consequentemente, de toda a região. Os ribeirinhos e comunitários solicitaram que a prefeitura os ajudassem a preservar o rio, os peixes e o seu trabalho.”, destacou o prefeito.

O prefeito ressaltou ainda que já solicitou apoio do também da Marinha, Polícia Federal e também do Ministério do Meio Ambiente. Outra medida da prefeitura foi formar uma barreira sanitária na estrada Autazes a Rosarinho para resguardar a população, principalmente de contágio do Coronavírus.

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