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Amazônia
Prevenção

Órgãos de proteção ambeintal do AM lançam plano de combate às queimadas

O programa visa apoiar a execução de ações de prevenção, controle, combate e monitoramento a focos de calor por meio de parcerias com os governos federal, estadual, municipal e sociedade civil 14/06/2016 às 11:16
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O lançamento do plano ocorreu na manhã dessa terça-feira (14), na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), na Zona Centro-Sul (Foto: Antônio Menezes)
Silane Souza Manaus (AM)

Foi lançado na manhã dessa terça-feira (14), na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), na Zona Centro-Sul, o “Plano de Prevenção, Controle e Combate às Queimadas”, que tem por objetivo apoiar a execução de ações de prevenção, controle, combate e monitoramento a focos de calor por meio de parcerias com os governos federal, estadual, municipal e sociedade civil. A meta é impedir que o Amazonas volte a registrar um cenário de queimadas e incêndios florestais como ocorreu no ano passado.

De acordo com o titular da Sema, Antonio Stroski, desde janeiro deste ano a secretaria vem trabalhando, com as instituições parceiras, no planejamento que será posto em prática no período de calor que se aproxima. “A nossa estratégia é promover campanhas de prevenção às queimadas para que possamos ter uma redução substancial dessas ocorrências porque depois que essas práticas estão disseminadas no município existe um custo alto para fazer o combate fora os transtornos ambientais e econômicos que causam”, salientou.

O secretário lembrou que a região entrará, em breve, no período de pouca chuva, logo, começará a registrar os focos de calor. Conforme ele, no primeiro momento, as áreas de maior preocupação com relação ao desmatamento e queimadas são as do Sul do Amazonas, onde o maior número de ocorrências acontece dá-se nos municípios situados nas fronteiras com os Estado do Mato Grosso, Rondônia e Acre. “Nessa região, o ápice de focos de calor é registrado no mês de setembro”, afirmou.

A partir da segunda quinzena de setembro a início de outubro, o aumento de queimadas ocorre na Região Metropolitana de Manaus (RMM), segundo Stroski. Nesse período, ainda há a preocupação com o Baixo Amazonas e, em seguida, com a calha do rio Negro. “Não é só no ambiente rural que tem as queimadas, que contribuem para emissões de gases de efeito-estufa e compromete a qualidade do ar, na área urbana tem muitas pessoas que costumam fazer uso do fogo para se livrar de resíduos domiciliares. Isso contribui com o cenário que a gente não quer que se repita”, frisou.

Focos de calor

A Sema cruzou os dados de localização das ocorrências de queimadas em todo o Amazonas e definiu, com os parceiros, 23 áreas de atuação prioritária. Essas áreas foram as que mais apresentaram focos de calor, em 2015. A intenção é apertar o cerco contra ilícitos ambientais trabalhando a prevenção e fiscalização para que o dano ambiental não aconteça. Conforme o titular da secretaria, Antonio Stroski, no ano passado, foram registrados aproximadamente 16 mil focos de calor em todo o Estado.

Como vai funcionar

O “Plano de Prevenção, Controle e Combate às Queimadas” lançado hoje unifica as equipes dos órgãos parceiros e estabelece uma estratégia de ação que otimiza recursos financeiros e humanos em uma matriz de responsabilidade com metas para a redução de focos de calor. Os serviços de inteligência de cada órgão também passam a ser integrados. O trabalho conjunto dos órgãos parceiros alimentará um banco de dados que norteará as atividades a serem desenvolvidas”.

O documento está baseado em quatro itens que contemplam uma série de outras áreas. O primeiro é a educação e sensibilização, seguido da mobilização e prevenção. No terceiro momento, há a fiscalização e combate aos incêndios florestais e controle de queimadas. O último ponto é o levantamento de dados e monitoramento. Cada componente será executado de acordo com as atribuições de cada órgão.

Entre os parceiros estão o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, Defesa Civil do Estado, Polícia Militar (PM), secretarias de Estado de Educação e Saúde, Seduc e Susam, respectivamente, Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além das secretarias municipais e conselhos do meio ambiente e de desenvolvimento rural.

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