Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
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Países amazônicos virão a Manaus em 2017 para encontro global sobre a água

Será encaminhado à ONU o interesse do Amazonas em realizar o encontro de cunho regional e global em Manaus; ato é resultado de reunião da Rede da ONU de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia



IMG0017296549.JPG O cenário amazônico de Manaus - ainda rico em água e floresta "para servir ao mundo" - será palco do encontro global sobre o tema (Lucas Amorelli/Arquivo)
16/12/2015 às 21:26

O governador do Amazonas, José Melo (Pros), vai realizar um encontro global em Manaus com a participação das principais autoridades políticas, científicas, ambientais e econômicas da Amazônia Continental, envolvendo os oito países (Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Peru, Guiana, Suriname) em 2017.

Essa foi a sua decisão estratégica, à luz das diretrizes da nova lei de serviços ambientais do Amazonas, e uma resposta concreta na reunião promovida pela Rede da ONU de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN) realizada no último dia 7 na Universidade de Columbia (Campus de Paris), no âmbito da COP 21, como evento paralelo coordenado pelo superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana.



Melo alinhou-se com as diretrizes da ONU na valorização da água, como um dos mais importantes ativos ambientais do mundo, onde o Amazonas e a Amazônia Continental são soberanos, já que a região detém 20% da água doce do planeta. “Vamos trabalhar para trazer recursos ao povo amazonense e da região, com o que temos de melhor ambientalmente, e a água é central neste debate  planetário”, destacou Melo.

O deputado Luiz Castro (Rede Sustentabilidade) apoiou integralmente a iniciativa de Melo e se dispôs a trabalhar na direção de abrir caminhos políticos e sociais para alavancar a temática ambiental relacionada à água”. 

Água será  tema da agenda regional

O superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana, coordenou a reunião, na Universidade de Columbia (Campus de Paris), no âmbito da COP 21, que contou com representantes dos países que constituem a Amazônia continental, na condição de presidente da SDSN para a Amazônia, vai encaminhar para o secretário geral da ONU, Ban Kim Moon, o interesse do Amazonas em realizar o encontro de cunho regional e global estratégico para o desenvolvimento da região.

“A ideia de valorização da água como ativo ambiental é extraordinária, porque a Amazônia é responsável pelas chuvas em praticamente toda a América do Sul, que vive sob o efeito direto das mudanças climáticas. Surgiu aqui no debate e tem muita força”, salientou Viana.

“Estamos de acordo para avançar na busca de recursos para o Amazonas  e a região panamazônica”, comentou o deputado estadual Luiz Castro (Rede) representante oficial da Assembleia Legislativa do Amazonas na COP 21.

O ex-ministro do Meio Ambiente da Colômbia Manuel Rodrígues Becerra uma das mais importantes autoridades no tema água, disse que apoia a iniciativa de Melo, sob a égide da SDSN, por entender que é a “melhor forma de mostrar às comunidades locais, nacionais e internacionais o papel da região, como força ambiental que precisa ser reconhecida e valorizada imediatamente. As pessoas precisam saber que o mundo já enfrenta uma crise hídrica”, comentou.


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