Sábado, 24 de Outubro de 2020
CONFLITO

Pastoral da Terra denuncia perseguição a agente voluntária em Maués

Segundo a CPT, o esposo da agente sofreu uma tentativa de homicídio no último dia 7 de junho, sendo atingido nas constas por um disparo de espingarda, enquanto estava acompanhado da própria voluntária e do filho do casal



show_1__11__9D85A3E3-CC7A-413A-A9E2-724351DCF6B2.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
23/06/2020 às 21:01

Em nota pública, divulgada nesta terça-feira (23), a Comissão Pastoral da Terra denunciou que uma agente voluntária vem sofrendo perseguição, no município de Maués (distante 641 quilômetros de Manaus).

Segundo a Pastoral, o esposo da agente sofreu uma tentativa de homicídio no último dia 7 de junho, sendo atingido nas constas por um disparo de espingarda, enquanto estava acompanhado da própria voluntária e do filho do casal.



A agente voluntária tem sido, de acordo com a nota, uma "presença solidária" em comunidades pobres do município e é atuante no combate a crimes ambientais.

Em março, durante um encontro de formação com lideranças comunitárias, representantes do município de Maués relataram que na localidade existem diversas ocupações de terra e conflitos agrários.

Leia a nota na íntegra:

Na tentativa de evitar o agravamento de situações de violência no campo e garantir justiça para as comunidades que vivem da terra, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) vem acompanhando conflitos envolvendo comunidades rurais no Amazonas. Dada a grave situação dos conflitos em toda a Amazônia, esse acompanhamento por vezes acaba implicando na exposição dos próprios agentes ligados à pastoral e de seus familiares a situações de violência. Mas não se pode naturalizar essa violência. Ao contrário, é necessário combate-la. 

No dia 07 de junho de 2020, o esposo de uma agente voluntária da CPT de Maués sofreu uma tentativa de homicídio. Na ocasião, a vítima encontrava-se acompanhada da esposa e do filho adolescente e foi atingida nas constas por um disparo de espingarda. Por sorte a vítima foi atendida e está se recuperando sob cuidados médicos. A violência também causou traumas no filho, que está muito abalado emocionalmente. O agressor identificado estava acompanhado de dois outros indivíduos. Entretanto, até o presente momento, nenhum dos três foi capturado e ouvido pela polícia para explicar os motivos do atentado.

A agente voluntária da CPT tem sido uma presença solidária em comunidades pobres do município de Maués e é atuante no combate a crimes ambientais. No período em que seu esposo sofreu o atentado, ela se preparava para a distribuição de cestas de alimentos à famílias de agricultores ribeirinhos que se encontram em situação vulnerável em decorrência da pandemia de coronavírus.

Nesse sentido, solicitamos das autoridades competentes as providências cabíveis para identificar os envolvidos e esclarecer estes fatos e os motivos que os levaram a praticar tal violência, bem como, cumpram com os requisitos necessários para que os indivíduos sejam apresentados à justiça e que seja garantida a segurança da vítima e seus familiares.

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