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Peixe pirarucu será oferecido na merenda escolar da rede estadual de ensino do Amazonas

Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme) vai distribuir 41,2 toneladas do pescado oriundo da RDS Mamirauá, no município de Maraã, para serem servidos como merenda em escolas do Estado 20/02/2015 às 10:17
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A despesca do pirarucu em áreas de manejo garantem uma boa fonte de emprego e renda para os habitantes da RDS e o resultado do beneficiamento agora será saboreado nas escolas públicas
Jornal A Crítica Maraã (AM)

A Agencia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (ADS) disponibilizou para o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme) um lote de 41,2 toneladas de pirarucu pescado em áreas de manejo do Município de Maraã (a 635 quilômetros de Manaus) para serem servidos na merenda escolar da rede estadual de ensino do Amazonas.

De acordo com o presidente da ADS, Miberwal Jucá, as refeições são servidas nas escolas diariamente no intervalo das aulas, atendendo 565 mil alunos. “Nas mais variadas receitas, a merenda escolar ajuda na nutrição dos alunos e contribui na melhora do rendimento educacional, além de ser um atrativo a mais para os estudantes”, enfatizou.

O pirarucu manejado da Reserva de Mamirauá é industrializado na fábrica de Maraã e transportado até Manaus em balsa frigorificada em viagens de até quatro dias.

O secretário de produção rural do município de Maraã, Hugo Moraes, explica que após a despesca, o pirarucu chega a agroindústria e passa pelo processo de salga e secagem, em seguida é embalado e refrigerado. “É um processo industrial que precisa seguir normas, e desde quando a ADS passou a administrar, a qualidade do pirarucu melhorou, além disso, foi possível realizar todo o processo sem demora burocrática garantindo inclusive melhores condições de transporte”, afirmou.

Manejo

O Governo do Estado do Amazonas coordena os manejos de pirarucu e a atividade é realizada especialmente em áreas protegidas em unidades de conservação ou por acordos de pesca.

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado em 2014 coordenou o manejo de quase 1.000 toneladas de pirarucu. Para a titular da SDS, Kamila Amaral, o manejo é uma das principais atividades para conservação e geração de renda, mas precisa ser realizado em diferentes etapas: organização comunitária, elaboração de regras de uso do recurso, formação de pescadores, monitoramento dos estoques nos lagos, vigilância e fiscalização, definição de plano de produção, contagem, pesca e comercialização.

Segundo a secretária a produção de pirarucu manejado a cada ano cresce nas UC do estado. “Em 2014 aumentamos em 40% a autorização para o manejo, e sem dúvida o principal favorecido é o pescador, que ganha incentivo e oportunidades de aumentar a renda familiar e mantém a espécie preservada”, afirmou.

Parcerias validam pescado

Para garantir que o pirarucu entre nas escolas da rede estadual com total qualidade para o consumo humano, a Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS) conta com parcerias de diversos órgãos estaduais e federais, como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), que fiscalizaram e orientaram os produtores e posteriormente validaram a qualidade do pescado.

Além do pirarucu, outras espécies de peixes amazônicos fazem parte do cardápio da merenda escolar, como é o caso dos filés de tambaqui, que também foram incorporados na lista de compras do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme). Desde outubro de 2014, a gestão administrativa e financeira da fábrica de salga de Maraã é atribuição da ADS.

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