Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020
Amazônia

Pesquisa desenvolve técnica para enlatar peixe da Amazônia

Dissertação de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ciência dos Alimentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), da Universidade Federal do Amazonas, desenvolveu processo para enlatar alevinos de matrinxã



1.jpg Sabor do peixe amazônico pode ser enlatado
01/04/2013 às 18:16

Segundo publicação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), a pesquisa elaborada pela pesquisadora e tecnóloga em alimentos Joyce Fonseca da Silva Kikuchi propõe um processo de industrialização para o peixe regional.

Através de análises, o processo que começa desde o cozimento, a temperatura ideal e a esterilização das latas utilizadas foi minuciosamente estudado para que o produto fique saboroso à mesa dos consumidores.



Os peixes selecionados para o processo de pesquisa foram todos de viveiro. Joyce destacou que a tecnologia desenvolvida não se aplica aos indivíduos capturados na natureza pela chamada pesca extrativa. As técnicas foram testadas com peixes criados em tanques porque todos os exemplares têm praticamente o mesmo tamanho e peso.

“Os peixes utilizados na pesquisa foram coletados na piscicultura de Balbina. Utilizamos somente juvenis de matrinxã, com aproximadamente 12 centímetros”, enfatizou. Por usar matrinxãs juvenis, que pesam até 140 gramas, o estudo realizou a análise química e a biometria da espécie. O objetivo era verificar se a matrinxã tem potencial nutricional nesta fase da vida.

Para a pesquisadora, o próximo passo da pesquisa será verificar a vida de prateleira do produto. “Em média uma conserva tem validade entre 2 e 5 anos. No caso deste produto, isso será verificado  futuramente em outra pesquisa”, disse.

Regionalismo enlatado

Junto com o estudo do processo, uma análise de aceitação também foi realizada. As pessoas que provaram a matrinxã enlatada afirmaram que, mesmo após o processo de envasamento, o sabor do pescado continua o mesmo.

Três tipos de molhos foram desenvolvidos para conservar o pescado. O óleo comestível, bastante utilizado nas conservas de sardinha e atum; molho de tomate e molho de tucupi. Apesar da boa aceitação o sabor amazônico ganhou a preferência dos consumidores testados e o molho de tucupi foi o mais requisitado.

*Com informações do Ciência em Pauta


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