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Pesquisa desenvolve técnica para enlatar peixe da Amazônia

Dissertação de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ciência dos Alimentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), da Universidade Federal do Amazonas, desenvolveu processo para enlatar alevinos de matrinxã 01/04/2013 às 18:16
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Sabor do peixe amazônico pode ser enlatado
acritica.com* Manaus (AM)

Segundo publicação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), a pesquisa elaborada pela pesquisadora e tecnóloga em alimentos Joyce Fonseca da Silva Kikuchi propõe um processo de industrialização para o peixe regional.

Através de análises, o processo que começa desde o cozimento, a temperatura ideal e a esterilização das latas utilizadas foi minuciosamente estudado para que o produto fique saboroso à mesa dos consumidores.

Os peixes selecionados para o processo de pesquisa foram todos de viveiro. Joyce destacou que a tecnologia desenvolvida não se aplica aos indivíduos capturados na natureza pela chamada pesca extrativa. As técnicas foram testadas com peixes criados em tanques porque todos os exemplares têm praticamente o mesmo tamanho e peso.

“Os peixes utilizados na pesquisa foram coletados na piscicultura de Balbina. Utilizamos somente juvenis de matrinxã, com aproximadamente 12 centímetros”, enfatizou. Por usar matrinxãs juvenis, que pesam até 140 gramas, o estudo realizou a análise química e a biometria da espécie. O objetivo era verificar se a matrinxã tem potencial nutricional nesta fase da vida.

Para a pesquisadora, o próximo passo da pesquisa será verificar a vida de prateleira do produto. “Em média uma conserva tem validade entre 2 e 5 anos. No caso deste produto, isso será verificado  futuramente em outra pesquisa”, disse.

Regionalismo enlatado

Junto com o estudo do processo, uma análise de aceitação também foi realizada. As pessoas que provaram a matrinxã enlatada afirmaram que, mesmo após o processo de envasamento, o sabor do pescado continua o mesmo.

Três tipos de molhos foram desenvolvidos para conservar o pescado. O óleo comestível, bastante utilizado nas conservas de sardinha e atum; molho de tomate e molho de tucupi. Apesar da boa aceitação o sabor amazônico ganhou a preferência dos consumidores testados e o molho de tucupi foi o mais requisitado.

*Com informações do Ciência em Pauta

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