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Pesquisadores capturam macacos-de-cheiro em RDS da Amazônia

Os dados serão utilizados para a criação de estratégias de conservação das espécies, especialmente de s. vanzolinii, atualmente listado pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) como vulnerável à extinção. 22/10/2013 às 09:24
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Anestesiados, macaquinhos são submetidos a exames biometricos e clínicos
a crítica Manaus

O Instituto Mamirauá e a Universidade Federal do Pará capturaram, na última semana, 17 macacos-de-cheiro na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Oito animais da espécie saimiri vanzolinii (macaco-de-cheiro-da-cabeça-preta) e nove da espécie saimiri macrodon (macaco-de-cheiro-comum) foram atraídos para armadilhas e soltos novamente na floresta, após coleta de amostras biológicas e biometricas.

Segundo a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Fernanda Paim, é a segunda expedição de captura de macacos-de-cheiro em uma floresta alagada da Amazônia. “As duas capturas foram realizadas em duas áreas de ocorrência de saimiri vanzolinii, espécie endêmica da Reserva Mamirauá. A diferença é que na captura realizada em 2012 a ocorrência de saimiri sciureus cassiquiarensis, enquanto na área da captura de 2013 há ocorrência de saimiri macrodon. Nas duas áreas há simpatria (área de uso comum entre diferentes espécies). Dessa forma, poderemos analisar se há hibridismo entre os macacos-de-cheiro”.

Além disso, os dados serão utilizados para a criação de estratégias de conservação das espécies, especialmente de s. vanzolinii, atualmente listado pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) como vulnerável à extinção. “Há risco de perda de habitat e redução da distribuição geográfica desta espécie. Pesquisadores acreditam que as mudanças climáticas globais podem estar causando essas alterações”, analisou Fernanda.

Desde agosto, diariamente iscas de banana foram colocadas dentro das gaiolas, nas plataformas que ficavam na copa das árvores, a aproximadamente 10 metros de altura do chão. Esse período de ceva durou cerca de três meses e os animais foram naturalmente frequentando as armadilhas. Armadilhas fotográficas foram instaladas para registrar a presença dos macacos nas gaiolas e avaliar o sucesso da ceva.

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