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Amazônia
vírus poderoso

Pesquisadores decifram ação de vírus amazônico

O vírus Mayaro afeta principalmente pessoas que adentram a floresta e causa sintomas semelhantes ao da dengue 03/09/2013 às 09:24
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Pesquisadores chamam atenção para necessidade de monitorar o vírus cuidadosamente
acritica.com (*) ---

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram desvendar parte do mecanismo de ação de um vírus amazônico que causa sintomas semelhantes ao da dengue.

O vírus Mayaro precisa ser monitorado com cuidado, afirmam os cientistas porque ele consegue invadir as células de hospedeiros mais rapidamente que os vírus da gripe ou da dengue. O Mayaro afeta principalmente pessoas que adentram a floresta.

"Pelo que sabemos, ainda não aconteceu um surto urbano, mas existe um perigo real", diz oo doutorando Carlos Carvalho, do Laboratório de Biologia Estrutural de Vírus da UFRJ.

Carvalho apresentou os novos dados sobre a dinâmica de ataque do Mayaro durante a última reunião da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), realizada em Caxambu (MG).

Ele ressalta que o vírus é conhecido desde os anos 1950, com cerca de mil casos confirmados de infecção (o número real deve ser maior por causa da semelhança da doença com a dengue).

Acredita-se que o Mayaro circule no organismo de macacos e no de outros animais, como aves. Seu vetor (organismo transmissor) são os mosquitos do gênero Haemagogus, que podem picar pessoas e transmitir o vírus.

"Há casos registrados de pessoas que foram picadas na Amazônia e depois manifestaram os sintomas em seus países natais na Europa", diz o pesquisador da UFRJ.

Havia pouca informação sobre como o Mayaro chegava às células do hospedeiro. Graças ao trabalho da equipe da UFRJ este mistério foi em parte desvendado.  Os pesquisadores usaram uma espécie de marcador fluorescente para acompanhar o trajeto do vírus rumo ao interior das células do macaco-verde-africano ( Chlorocebus pygerithrus)

A pesquisa também achou indícios de que, nesse processo, o vírus se funde a uma membrana de uma das organelas ( os “órgãos internos” da célula).  O próximo passo dos pesquisadores é descobrir qual.

“ A gente precisa dessas informações para pensar numa estratégia racional contra o vírus.  Do contrário, vai ficar sempre tratando apenas os sintomas que ele causa, explica o pesquisador.

 (*) Com informações da Folha.com

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