Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
Amazônia

Pico da cheia será em 47 dias, alerta CPRM

No primeiro Alerta de Cheia, divulgado pelo CPRM no dia 31 de março, a estimativa era de que a cheia ficaria entre 28,74m e 29,45m. Conforme os estudiosos do órgão, a enchente deve oscilar ao redor dos 29 metros, “mas tudo depende das chuvas”, lembra o superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira



1.jpg O primeiro 'Alerta da Cheia' deste ano estima uma cota máxima de 29m45, bem abaixo do recorde alcançado pelo rio no ano passado e que foi de 29m97
02/05/2013 às 08:08

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulga quinta-feira, às 10h, o segundo ‘Alerta de Cheia’ para este ano. De acordo com o órgão, em 47 dias a enchente de 2013 chegará ao nível máximo. Ontem, a cota do rio Negro era de 27,81 metros. Segundo o CPRM, a cheia deste ano não deve ultrapassar a recorde, registrada em 2012, quando o rio Negro alcançou a marca de 29,97 metros.

No primeiro Alerta de Cheia, divulgado pelo CPRM no dia 31 de março, a estimativa era de que a cheia ficaria entre 28,74m e 29,45m. Conforme os estudiosos do órgão, a enchente deve oscilar ao redor dos 29 metros, “mas tudo depende das chuvas”, lembra o superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira.
 
Os dados comparativos indicam que a cheia deste ano ficará dentro da média geral. De acordo com Marco Antônio Oliveira, a cota do rio Negro, ontem, estava 1,35 metros abaixo do nível que o rio Negro atingiu, na mesma data, no ano passado. “Em abril do ano passado a cota do rio Negro já havia ultrapassado os 29 metros”, recorda Oliveira.

Ele explica que o Alerta de Cheia, que é entregue pelo CPRM ao governador do Estado, ao prefeito de Manaus e aos secretários de Defesa Civil estadual e municipal, serve, como o próprio nome diz, de aviso para que a administração pública tome providências antecipadas para evitar que as conseqüências da cheia sejam desastrosas à população.

“O objetivo é, caso seja uma cheia grande, que a população e a própria Defesa Civil se prepare”, diz Marco Antônio Oliveira. A divulgação do Segundo Alerta de Cheia acontece na sede do CPRM, Avenida André Araújo, Aleixo. Ao todo, o Serviço Geológico do Brasil faz três divulgações do tipo. O terceiro Alerta de Cheia deve ser feito no final do mês de maio. 

Já no primeiro boletim, a tendência, em comparação ao mesmo período do ano passado, era de uma cheia dentro da normalidade. Em Parintins, no rio Amazonas, por exemplo, o nível da água estava, no dia 31 de março, 1,5 metros abaixo do registrado no mesmo período em 2012.

A Defesa Civil do Estado afirma que desde que recebeu o primeiro Alerta de Cheia do CPRM iniciou mobilização para conter os efeitos da enchente especialmente em cidades do interior do Amazonas. “Todo o procedimento de mobilização já está elaborado e um plano de contingência foi pré-estabelecido para casos de emergência”, disse o subsecretário da Defesa Civil, Hermógenes Rabelo, logo que recebeu o primeiro boletim emitido pelo CPRM.

Segundo ele, o Primeiro Alerta “é o passo mais importante para as ações preventivas”.  Conforme afirmou, na ocasião,  o plano de contingência da Defesa Civil do Estado para  a cheia “envolve as defesas civis municipais, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, secretarias de Saúde e Educação e as Forças Armadas”. 


O comportamento dos rios na Bolívia e no Peru, países vizinhos ao Amazonas, além da incidência das chuvas no período, influenciam na subida  das águas em grande parte dos
rios do Amazonas.

Ajuda é enviada a ribeirinhos

Até a semana passada, de acordo com a Defesa Civil Estadual, 11 municípios já haviam decretado situação de emergência, sendo 13.878 famílias atingidas.  As cidades são: Apuí, Ipixuna, Itamarati, Carauari, Eirunepé, Juruá, Guajará, Santo Antônio do Içá, Benjamin Constant, Envira e Canutama. Algumas desses municípios ainda aguardam a homologação da situação de emergência por parte dos governos do Estado e Federal.

Há duas semanas, a Defesa Civil estadual enviou a primeira remessa de suprimentos para atender as localidades. Ao todo, oito toneladas de alimentos foram enviadas para socorrer moradores atingidos pela cheia em Ipixuna, Itamarati, Carauari, Eirunepé e Guajará. A população da cidade também recebeu quatro mil redes, além de medicamentos.

A ajuda humanitária também foi enviada para as cidades de Apuí, Juruá, Envira e Benjamim Constant. A ação da Defesa Civil e o plano de contingência e emergência está ligado aos alertas emitidos pelo CPRM. O trabalho também se baseia em dados do Centro de Monitoramento Hidrológico, inaugurado em 2013 pela Secretaria Estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos, que faz o monitoramento diário dos índices de chuva e nível do rio em todo o Estado.

Em números

75% Das cheias  em Manaus finalizam no mês de junho, conforme a estatística do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Em 2009, a cota superou o nível de 1953 e atingiu 29,77 metros . Em 2012,  o rio bateu essa marca e alcançou  29,97 metros.

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