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Polícia apreende mais de 2,5 toneladas de pescado ilegal e detém 4 pessoas na orla Manaus

Quatro pessoas foram presas com 80 sacos repletos de carne de pirarucu na Escadaria dos Remédios. Segundo os acusados, o peixe é oriundo do município de Japurá e seria comercializado nas feiras da capital 21/10/2014 às 09:14
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Pescado foi apreendido numa embarcação e seria proveniente do município de Japurá.
ACRÍTICA.COM Manaus (AM)

A polícia prendeu e autuou quatro pessoas em flagrante nesta segunda-feira (20) por crime de pesca ilegal, nas proximidades da Escadaria dos Remédios, na orla fluvial do Centro de Manaus. O grupo de homens foi pego com aproximadamente 2,5 toneladas de carne de pirarucu dentro de uma embarcação. Todo o produto da apreensão estava dividido em 80 sacas de fibra, pesando 30 quilos cada uma, e estava pronto para ser comercializado pelos acusados.

O pescado foi apreendido em uma ação organizada pela Polícia Civil (PC) do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) em parcerias com a Delegacia Fluvial (Deflu) e Força Especial de Resgate e Assalto (Fera), nas imediações da avenida Lourenço Braga, área do Centro Histórico, na Zona Sul da capital.

A PC chegou até o local para averiguar uma denúncia e, durante a abordagem, foi constatado que na embarcação havia uma grande quantidade de carne de pirarucu abatido ilegalmente. Foram presos Francisco de Assis Pinheiro, de 28 anos; Ismael da Rocha Santos, de 34; Leandro Gama, 20; e ainda o proprietário do barco, Miguel Moreira Lopes, de 45 anos, todos enquadrados por crime ambiental.


De acordo com a titular da Dema, a delegada Izolda Couto Vale, as carnes de pirarucu estavam em bom estado de conservação e armazenadas em 80 sacos de fibra, cada um pesando em média 30 quilos. Todo o produto apreendido estava dividido entre os acusados: cerca de 400 kg pertenceriam a Francisco, 600 kg a Ismael e 1,5 mil kg seriam de Leandro. Segundo eles, Miguel teria realizado apenas o transporte do produto.

O pescado teria vindo do município de Japurá (distante 744 quilômetros de Manaus) para ser comercializado na capital amazonense. Em depoimento, eles informaram que a viagem durou aproximadamente quatro dias.

Na unidade de polícia especializada, os quatro homens foram autuados em flagrante de acordo com o Artigo 34 da Lei 9.605/98, de Crimes Ambientais. Por se tratar de crime afiançável, foi arbitrado o valor de um salário mínimo, pagos por familiares dos acusados e em seguida os quatro homens foram liberados. Mesmo assim responderão em liberdade pelo crime que cometeram. O peixe foi doado a cinco instituições de caridade da capital.

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