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Núcleo de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira do AM realiza debate

Além da cobertura do CMA na fronteira amazônica, o sistema de segurança feito pelo Amazonas na fronteira do Estado com o Peru, Venezuela e Colômbia também foi discutido durante o encontro 28/03/2017 às 09:06 - Atualizado em 28/03/2017 às 09:06
Show fronteira
Presença do Estado nas fronteiras é necessidade urgente (Jander Robson/Free lancer)
Silane Souza Manaus (AM)

Mais de nove mil militares distribuídos por 24 pelotões fazem a cobertura da fronteira do Brasil com a Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia em ações de combate ao tráfico de drogas e armas, contrabando, garimpos clandestinos, invasões, entre outras ameaças. Mas a infraestrutura precária e o vazio de poder nessa região continuam sendo os maiores entraves no controle das fronteiras, de acordo com o coronel do Comando Militar da Amazônia (CMA) Dovanil Ferraz Camargo Júnior.

Ele falou sobre o assunto na segunda-feira (27), na XIX Reunião do Núcleo de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira do Amazonas (Niffam), realizada na sede do Governo do Amazonas. “O que falta efetivamente para a solução dos problemas que se apresentam na nossa linha de fronteira é o poder. São as instituições que não têm a possibilidade de estar na região realizando seu trabalho”, destacou o coronel. 

Além da cobertura do CMA na fronteira amazônica, o sistema de segurança feito pelo Governo do Amazonas na fronteira do Estado com o Peru, Venezuela e Colômbia também foi discutido durante o encontro. “Estamos atuando de forma sistemática instalando postos de controle em áreas visadas como Tabatinga e Boca do Acre e recorrendo a drones no monitoramento das cidades do interior”, disse o secretário de Segurança Pública (SSP), Sérgio Fontes.

O secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplan-CTI), Jorge Nascimento Junior, enfatizou a importância do Niffam para o fortalecimento das ações públicas na área de fronteira. “Todos esses órgãos têm atuações independentes na faixa de fronteira e esse núcleo visa consolidar as informações, trazê-las para o mesmo local para que sejam compartilhadas e discutidas e também para não ficarmos refazendo trabalho”, afirmou. 

O presidente da Fundação Estadual do Índio (FEI), Raimundo Atroari, lembrou a importância das ações de segurança e desenvolvimento das fronteiras, visto que os povos indígenas que habitam estas localidades são os primeiros a serem aliciados pelo narcotráfico na região. “À distância e a falta de oportunidades faz com que este cenário seja real. Mas temos a certeza que estamos unidos para encarar de frente esta problemática e fortalecer nossos povos e fronteiras”, afirmou.

Articulação chega a 21 municípios do AM

O Núcleo de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira do Amazonas (Niffam) articula ações de desenvolvimento em 21 municípios amazonenses, entre os quais Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant, nos limites dos países vizinho Peru, Colômbia e Venezuela. As reuniões do Niffam passam agora a ser itinerantes.

A próxima deve ocorrer em 26 de maio, no Centro de Convenções Vasco Vasques. O núcleo também funciona como uma rede para a troca de informações sobre problemas afeitos a competência de cada órgão.

Educação, saúde e turismo

Além dos sistemas operacionais de segurança, o secretario executivo adjunto de Políticas Internacionais, Faride Mendonça Júnior, disse que o Núcleo de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira do Amazonas (Niffam) também coloca em pauta outros assuntos como saúde, educação, turismo e desenvolvimento das comunidades localizadas na região de fronteira do Amazonas. 

As ações de turismo na região de fronteira do Estado com o Peru, Venezuela e Colômbia serão intensificadas pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur). De acordo com a presidente da instituição, Oreni Braga, este ano, serão oferecidos cursos de capacitação para formar garçom, camareira, gerente de hotel e recepcionistas bilíngues (inglês, espanhol e francês). 

Oreni revelou que a Amazonastur também está desenvolvendo um estudo para a construção do Portal da Amizade, na Ponte da Amizade, que liga as cidades de Tabatinga e Letícia, e também de um centro cultural integrado onde possa haver todos os dias ou semana apresentação dos dois países Brasil e Colômbia.

“Isso permitirá a prestação de serviços e a entrada de diviso, ou seja, o turismo entra como uma atividade econômica que vai levar para essas pessoas a possibilidade de ter uma geração de renda e emprego. Isso também pode permitir que jovens ao invés de se envolverem no tráfico ou em outra atividade ilícita possam se envolver numa atividade lícita e ganhar seu dinheiro de forma adequada”, disse.

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