Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Amazônia

População do Juruá sofre com maior cheia dos últimos 100 anos

Alguns municípios do AM enfrentam estado crítico com estradas submersas e bairros e comunidades praticamente desaparecidas com a subida das águas



1.jpg Kits com remédios e produtos de higiene seguiram para municípios do Juruá
10/04/2013 às 11:09

A cheia de 2013 é a maior registrada em 100 anos em alguns rios do Amazonas. Ao contrário de Manaus que registrou o nível recorde de 29,97 metros no ano passado, municípios como Eirunepé, Carauari, Juruá, Guajará e Ipixuna só ultrapassaram a cota recorde neste ano. Os municípios compõem a calha do rio Juruá e estão em emergência, sendo que apenas Guajará e Juruá estão homologando a situação.

Alguns enfrentam estado crítico, visto que, estradas estão submersas e bairros e comunidades inteiras praticamente desapareceram com a subida das águas. Em todos os municípios da calha do Juruá, a maior dificuldade ocorre na Zona Rural, embora alguns também enfrentem problemas na área urbana. As cidades enfrentam um prejuízo incalculável, principalmente, com a perda de plantações e de pertences das pessoas cujas casas foram invadidas pela água.  Nos municípios afetados centenas de crianças estão sem estudar porque as aulas foram suspensas.



As consequências mais graves da cheia ocorrem em Guajará e Eirunepé. Mais de 1,2 mil casas em Eirunepé estão alagadas. Segundo o controlador-geral do município, José Castro de Lima, existem exemplos de quatro ou cinco famílias morando na mesma casa, o que eleva o número de prejudicados. Das 114 comunidades de Eirunepé, 55 estão alagadas.

“Estamos vivenciando um momento dramático. As aulas foram prejudicadas, nossos agricultores perderam plantações. Estamos em situação de emergência e a prefeitura está levando remédio, médicos e toda ajuda que pode dar à população”, disse.

Em Guajará 3.629 pessoas foram afetadas. Quase metade deste total mora na área de várzea e ficou desabrigada. A prefeitura está “hospedando” os desabrigados na sede do município. O bairro Várzea da Floresta e a rua do igarapé Grande, no bairro Centro Cultural são as áreas mais afetadas na área urbana. Na Zona Rural, 16 comunidades foram afetadas.

Segundo o coordenado da Defesa Civil de Guajará, José Francisco Silva de Morares, no ano passado o rio chegou a 13,40 metros e na última semana atingiu 13,80 metros, a maior cota registrada. “Algumas pessoas tiveram que sair de suas casas e a questão na saúde é critica”, disse.

Ajuda do Governo

Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Itamarati e Carauari receberão nos próximos dias a primeira remessa de ajuda humanitário do Governo do Estado. Estão incluídos remédios, kits de higiene pessoal, cestas básicas, redes de dormir e cobertores.


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