Publicidade
Amazônia
Amazônia

Programa de manejo do pirarucu vem transformando a vida de famílias no interior do Amazonas

Com objetivo de aumentar renda familiar de pescadores tradicionais e índios da região, subprojeto de manejo comunitário de lagos foi implantado seguindo moldes da RDS Mamirauá 23/05/2015 às 16:21
Show 1
O projeto de manejo de pirarucu implantado nos municípios de Fonte Boa, Jutaí, Tonantins e São Paulo de Olivença segue os mesmos ‘moldes’ do programa realizado há anos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá
Luana Carvalho Manaus (AM)

Pelo menos 1.500 famílias de quatro municípios do Alto Solimões melhoraram de vida e agora possuem uma renda familiar mensal de até R$ 3.400. A “guinada” foi possível com o Projeto de Desenvolvimento Sustentável e Serviços Básicos, que além de executar políticas na área de saneamento e saúde, implantou um programa de manejo de pesca do pirarucu (Arapaima gigas) em Fonte Boa, Jutaí, Tonantins e São Paulo de Olivença.

Com o objetivo de aumentar a renda familiar e a qualidade de vida dos pescadores tradicionais e índios da região, o subprojeto de manejo comunitário de lagos foi implantado seguindo os moldes do programa que é executado na região de Mamirauá, referência no manejo de pirarucu no Estado.

“Foi um ganho muito grande para os moradores das comunidades. O manejo fortaleceu muito a questão da preservação da espécie. Os pescadores foram treinados para o manejo de pesca e tiveram melhoria de renda. Antes existiam muitos conflitos nos lagos entre pescadores, ribeirinhos e indígenas. Mas agora há um mapeamento e tudo é bem ordenado”, conta o coordenador executivo do projeto, Geraldo Couto.

Desde 2009, quatro associações passaram a ser apoiadas pelo projeto, desenvolvido pelo Governo do Estado com apoio do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), visando o ordenamento da pesca por meio do processo do uso sustentável e monitoramento comunitário participativo.

“Do ponto de vista econômico, a Taxa Interna de Retorno (TIR) girou em torno de 55%. Ou seja, retorno extremamente expressivo, o que demostra que a iniciativa pode ser replicada em outras regiões do Estado”, explicou o coordenador de análise econômica do projeto, Sérgio Gonçalves.

De acordo com os coordenadores, a organização social e comunitária melhorou expressivamente depois da implantação do projeto, aumentando a participação inclusive das mulheres nos assuntos comunitários, proporcionando, ainda, segurança alimentar com o aumento dos estoques pesqueiros, ampliando os conhecimentos técnicos, diminuindo a venda ilegal de pirarucu, e estreitando laços entre a comunidade.

O monitoramento e assistência técnica foram realizados com apoio das prefeituras, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e uma engenheira de pesca do projeto.

Outras ações

Ampliação e adequação da infraestrutura da Usina da Castanha em Amaturá, aproveitamento de resíduos da madeira em Fonte Boa, reforma, ampliação e reestruturação da estação de piscicultura em Benjamin Constant, construção de estação de tratamento de água e da clínica de fisioterapia do Hospital de Guarnição de Tabatinga também fazem parte das ações contempladas pelo Projeto de Desenvolvimento Sustentável e Serviços Básicos do Alto Solimões.

Publicidade
Publicidade