Publicidade
Amazônia
Apoio da Fapeam

Projeto apoiado pela Fapeam transforma lixo orgânico em ração sustentável para peixes

Para cada tonelada de resíduos orgânicos (lixo) é possível produzir até 900 quilos de proteína natural para peixes. O trabalho é desenvolvido pela empresa Natuprotein 12/07/2016 às 14:49 - Atualizado em 12/07/2016 às 14:51
Show 8f140d49 ca8e 44b4 9a5d 62bf2123a5e7
O trabalho é desenvolvido pela empresa Natuprotein, de propriedade do gestor ambiental Nelson Poli (Foto: Érico Xavier/Divulgação)
acritica.com

Resíduos orgânicos que antes eram descartados no lixo serão a base de uma nova produção no Amazonas: uma ração sustentável para peixes. O trabalho desenvolvido pela empresa Natuprotein, de propriedade do gestor ambiental Nelson Poli e que conta com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pretende oferecer nova alternativa para o mercado regional no segmento de ração animal.

A ração sustentável é feita de uma proteína natural a partir de resíduos orgânicos. De acordo com o coordenador da pesquisa, Carlos Gustavo Nunes, com o projeto será possível lançar um novo produto no mercado e ao mesmo contribuir para diminuição de um problema comum nos meios urbanos, o lixo orgânico. “Estamos aproveitando isso da natureza e tentado escalonar e industrializar esse processo. Esse lixo orgânico teria destino no nosso local, onde propiciaremos a criação de larvas de insetos, no caso as moscas, que irão degradar. Essas moscas, que são nativas da região, vão colocar os ovos e as larvas vão se alimentar desse lixo, com isso, temos o alimento para os peixes”, explicou Nunes.

Segundo o pesquisador, para cada tonelada de lixo orgânico é possível produzir até 900 quilos de proteína. Já a sobra que as larvas não conseguirem comer, pode ser usada na agricultura com a transformação de adubo. “É um processo totalmente sustentável que pode ser uma solução para essa quantidade de lixo desperdiçada por meio da transformação em proteína de ração para peixes e, posteriormente, para animais e criações diversas”, reforçou Nunes.

Ainda de acordo com o pesquisador, a partir do momento que as larvas são processadas, é possível ter uma proteína com alta palatabilidade por conta dos insetos serem o alimento natural dos peixes na natureza. “É um alimento que para o peixe é protetor por conter alguma propriedade que são saudáveis para estas espécies. Além disso, é uma fonte barata”, acrescentou.

O projeto foi um dos vencedores do Prêmio Samuel Benchimol, em 2015.  Carlos Gustavo Nunes explicou também que existem trabalhos semelhantes a esse em outras partes do mundo. O diferencial da pesquisa realizada no Amazonas, segundo ele, é que as tecnologias e inovações são distintas e voltadas para região amazônica. “Em outras partes do mundo é preciso aquecer as estufas para que os insetos sobrevivam nesse clima temperado. Na Amazônia não precisamos disso, pois o clima é de verão o ano todo. Por isso, é possível ter uma produção diária desses insumos”, disse Nunes.

Sinapse de inovação

A ração para peixes é um dos 40 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse da Inovação, fruto da parceria firmada entre a Fapeam com a fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar os resultados de projetos de pesquisa de universidades e instituições de ciência, tecnologia e inovação em produtos inovadores competitivos, além de fortalecer o empreendedorismo inovador.

Essa é a primeira vez que o empresário Nelson Poli é comtemplado no edital desse segmento pela instituição. Ele disse que apoio da Fapeam é essencial para transformar a ideia em bom negócio para indústria e para população amazonense. “O apoio da Fapeam é fundamental para que as coisas saiam do papel e tomem proporções reais, com as dimensões que queremos tomar. Esse apoio é essencial para que os estudos sejam feitos e viabilizem a produção em larga escala”, finalizou o empresário.

*Com informações da assessoria de imprensa

Publicidade
Publicidade