Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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Amazônia

Projeto Aquavert faz mapeamento participativo com comunidades de Mamirauá e Amanã

O mapeamento participativo é um importante instrumento no processo de conservação de vertebrados aquáticos na região amazônica, desenvolvendo iniciativas de conservação de jacarés


18/04/2013 às 17:48

Moradores e usuários, das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, reuniram-se com integrantes do Programa de Conservação e Manejo de Jacarés do Instituto Mamirauá, no inicio deste mês, para dar continuidade ao estabelecimento de estratégias comunitárias de conservação de vertebrados aquáticos, tendo como foco os jacarés amazônicos.

Segundo a bióloga Kelly Torralvo, bolsista do programa, as ações estão sendo fortalecidas pelo projeto Aquavert, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental, utilizando a educação ambiental como ferramenta para consolidar parcerias com comunidades locais de diversas unidades de conservação.

“O intercâmbio entre o conhecimento tradicional e o conhecimento científico é o eixo fundamental nesse tipo de atividade. O mapeamento participativo é o primeiro passo para a aproximação entre ribeirinhos e pesquisadores. Em conjunto com os métodos padronizados dos pesquisadores e técnicos, se inicia a construção de um sistema participativo de informações, que se reverte em estratégias conjuntas para a conservação e o potencial uso dos recursos naturais com critérios de sustentabilidade”, o biólogo Robinson Botero-Arias, coordenador do componente jacarés do Aquavert.

As ações do programa, tem resultado no envolvimento das comunidades para incrementar o potencial de informação sobre a biologia e ecologia das espécies de jacarés amazônicos. “No último ano, conseguimos registrar mais de 500 ninhos de jacarés na Reserva Mamirauá, assim como outras informações novas sobre a biologia de jacarés. Com certeza sem o apoio das comunidades não teríamos atingido este nível de informação”, explicou Robinson.

A atividade contou com representantes das comunidades Porto Alegre, Porto Alves, Paraíso e Curupira, que confeccionaram um mapa participativo do setor, indicando a presença ou ausência das espécies jacaré-açu, jacaretinga e jacaré-paguá e suas áreas de nidificação em corpos hídricos. O próximo passo consiste em visitar as comunidades e realizar o planejamento das atividades de validação de mapas participativos com coleta de informações no campo, para a próxima temporada de reprodução dos jacarés que inicia em setembro.

*Com informações da assessoria do Projeto Aquavert

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