Sábado, 24 de Agosto de 2019
Amazônia

Projeto do Inpa que visa identificar insetos desconhecidos tem apoio internacional

Iniciativa está trazendo pesquisadores do mundo todo para Manaus com intuito de ajudar na identificação de espécies da Coleção de Invertebrados do instituto



1.gif De acordo com a pesquisadora colombiana Juliana Chamorro, no Brasil há mais de 600 espécies de ‘Esperanças’. O AM está entre os Estados com maior abundância
04/10/2014 às 18:51

Uma iniciativa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) está trazendo a Manaus dez especialistas, entre brasileiros e estrangeiros, para ajudarem na identificação das espécies existentes na Coleção de Invertebrados do Inpa, que tem quase 60 anos e milhares de exemplares ainda desconhecidos.

A medida faz parte do projeto “Melhoria do nível de resolução taxonômica da Coleção de Invertebrados do Inpa”, coordenado pelo pesquisador Marcio Oliveira. “Existem milhões de exemplares que nunca foram identificados porque aqui não temos especialistas em certos grupos de insetos. Então, resolvemos trazer esses especialistas para nos ajudar nesse trabalho, que é muito importante para a nossa região”.

Em setembro, quem trabalhou na coleção foi o pesquisador Esteban Gutiérrez, do Museu Nacional de História Natural de Cuba, um dos maiores especialistas em baratas do mundo. Em maio, outro especialista de renome, porém, em formigas, esteve no Inpa: Fernando Fernandez, da Universidade Nacional da Colômbia.

Na próxima sexta-feira, a Coleção deve receber a “visita” da pesquisadora Juliana Chamorro, também da Colômbia, e especialista em “Esperanças”, espécie de insetos verdes ou marrons, semelhantes a grilos e gafanhotos.

Um a um, os pesquisadores que colaboram com a Coleção de Invertebrados do Inpa constatam que a diversidade amazônica é enorme e que há um grande número de espécies ainda desconhecidas pela ciência, relatou Márcio. “Eles chegam à conclusão que o tempo que aqui passaram foi insuficiente para estudar tudo como gostariam”, relatou.

Diversidade

De acordo com a pesquisadora Juliana Chamorro, somente no Brasil existem 600 espécies de “Esperanças” catalogadas e mais de 2,4 mil desconhecidas. “As Esperanças brasileiras estão classificadas como Tettigonioidea, de diversidade muito grande, variedade de cores, e as pessoas não reconhecem por falta de especialistas. Aqui na Amazônia não se sabe quantas existem”, disse.

Juliana ainda falou da importância das “Esperanças” para o ecossistema. Elas estão envolvidas em diferentes processos ecológicos, segundo a pesquisadora. “Tem muitas que são grupos predadores, servem como alimentos para outros animais. Tem macaco que come Esperança, tem vespa que caça para alimentar os filhotes dela. Elas ajudam no controle do ecossistemas”, explicou.

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