Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
Amazônia

Quatro municípios do AM já declararam estado de emergência

Associação Amazonense dos Municípios (AAM) vai monitorar a situação das cidades amazonenses atingidas pelas águas



1.jpg Eirunepé foi o primeiro município a declarar Estado de Emergência
03/02/2015 às 17:33

As prefeituras dos municípios amazonenses de Itamarati, Eirunepé, Envira e Ipixuna (todos localizados na calha do Rio Juruá) já declararam Estado de Emergência por causa da cheia provocada pelo aumento do volume das águas dos rios. O dado é da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), que vai começar a monitorar a situação dos municípios amazonenses a partir desta quarta-feira (4). De acordo com esse levantamento, a situação nessas cidades é crítica e moradores de áreas atingidas já começarão a serem abrigados em espaços públicos.

De acordo com o secretário geral da Associação Amazonense de Municípios e prefeito do Município de Juruá, Tabira Ferreira, as comunidades rurais dessas cidades já estão completamente alagadas. Eirunepé e Ipixuna são as cidades mais prejudicadas. “Em Eirunepé pelo menos 100 famílias já pediram ajuda à prefeitura e em Itamarati o nível das águas já superou em 50 centímetros o nível máximo dos rios no ano passado” afirmou Tabira Ferreira, que ainda nesta quarta-feira vai se reunir com representantes do Governo do Amazonas para elaborar estratégias de monitoramento do nível das águas e de ajuda humanitária aos moradores dessas cidades.

A situação de Boca do Acre (distante 950 quilômetros de Manaus) pode piorar ainda mais nas próximas semanas. De acordo com o levantamento da AAM, se as águas subirem pelo menos mais 30 centímetros a BR 317, que leva ao município, vai ficar intrafegável. “Os moradores sofrerão seríssimos problemas por conta do isolamento, como falta de alimentos, de medicamentos e itens de necessidade básica", afirmou.

Ainda de acordo com Tabira Ferreira, os moradores das cidades afetadas sofrem ainda mais por não poderem sair de onde estão. “Eles não podem simplesmente virar as costas e deixar tudo para trás. Lá eles têm plantações, criações de animais, casas e famílias. O Governo Federal precisa agilizar medidas para ajudar essas pessoas”, pressionou. O secretário informou ainda que os municípios de Lábrea e Pauini também já começaram a sofrer as consequências da cheia. 

*com informações da assessoria de comunicação


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