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Redução do desmatamento ilegal e zoneamento ecológico são prioridades da SDS em 2015

Kamila Amaral da secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável comparou o desmatamento ao crime de tráfico de drogas, em que é necessário combater também quem sustenta as bases para prática ilegal 13/03/2015 às 11:52
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Além da redução do desmatamento, o crescimento do manejo do pirarucu foi um dos avanços destacados pela SDS em 2014
LÍVIA ANSELMO ---

O Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) e a continuidade do trabalho para a redução do desmatamento ilegal são prioridades para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) em 2015. A titular da pasta, Kamila Amaral, comparou o desmatamento ao crime de tráfico de drogas, em que é necessário combater também quem sustenta as bases para prática ilegal.

A secretaria lançou, na manhã de ontem, a segunda edição da revista “Amazonas Sustentável”, que destaca a redução em 20% do desmatamento, o crescimento de 40% no manejo do pirarucu e a pesca esportiva em unidades de conservação do Estado.

O principal objetivo do ZEE, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), é viabilizar o desenvolvimento sustentável a partir da compatibilização do desenvolvimento socioeconômico com proteção ambiental. No Amazonas, segundo Kamila Amaral, o ZEE é primordial para definir quais serão as atividades da secretaria. “É quando vamos conseguir mapear todo o Estado e perceber onde há potencial para geração de renda de maneira sustentável e onde é necessário investir em pesquisa para o futuro do Estado”, ressaltou.

Desmatamento

Além de dar início a esse trabalho de zoneamento, a SDS também quer continuar o trabalho de combate ao desmatamento, que em 2014 reduziu em 20%. No ano anterior, foram registrados mais de 583 quilômetros quadrados de área desmatada, enquanto o último ano registrou um total de 464 quilômetros quadrados.

Segundo Kamila, nos últimos 11 anos o desmatamento reduziu 70%. O ano de 2015 é o último período da segunda fase do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento do Amazonas (PPCD-AM), que compreende o período de 2012 a 2015. “Não podemos ser tolerantes com o desmatamento. Esse é um trabalho que a SDS vai continuar junto a outros órgãos e às comunidades locais para que elas não se sujeitem a compactuar com essa atividade”.

Uma das formas de combater a prática é aumentar o manejo florestal, segundo Kamila. “Quando aumentamos a quantidade de madeira legalizada no mercado, estamos impulsionando a compra dessa madeira, tentando reduzir o desmatamento ilegal”, explicou ela.

Outra forma de continuar reduzindo os números é punir, principalmente, as pessoas que financiam e dão suporte a essas práticas. “Eu comparo com o tráfico de drogas. Não adianta prender os ditos aviõezinhos. Nós temos que punir os chefes, começar de cima para evitar que tudo isso continue”.

Manejo do pirarucu cresceu 40%

A segunda edição da revista “Amazônia Sustentável” destaca o crescimento do manejo de pirarucu em 40%. Segundo Kamila, em 2014 a SDS impulsionou a autorização de manejo, que é a “despesca” de lagos manejados onde as comunidades conseguem fazer a pesca, vender e dividir o lucro. “Esse número é fantástico porque mostra que conseguimos preservar, manter os lagos e ao mesmo tempo fazer a produção do pirarucu aumentar, que é um peixe riquíssimo”.

Foram produzidas mais de 1 mil toneladas, com faturamento superior a R$ 6 milhões. Esse crescimento significativo reflete na média mensal da renda do pescador, que hoje é de R$ 2,1 mil, segundo Kamila.

O manejo do pirarucu é realizado em diferentes etapas: organização comunitária, elaboração de regras de uso do recurso, capacitação de pescadores e monitoramento dos estoques do peixe, entre outros.

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