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Refúgio Sauim Castanheiras terá centro veterinário ampliado, mas precisa de outras reformas

Está sendo feita a reforma do centro veterinário e a construção de mais duas salas de internação de animais, totalizando três. As salas são para atendimento dos filhotes e adultos que chegam ao refúgio, trazidos por doadores ou resgatados por agentes 27/06/2015 às 18:53
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Preguiça devora uma banana no local onde se criou desde que foi resgatada, ainda filhote. Como ela, existem muitos animais que precisam de melhores condições para retornarem ao habitat natural
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Os serviços de saúde não estão escassos só para os humanos. Por isso, os defensores do meio ambiente podem comemorar a modesta mas significativa conquista dos 120 animais silvestres que convivem no Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras, no Distrito Industrial 2, Zona Leste.

Uma empresa, cujo nome foi preservado, teria cometido uma grave infração ambiental, foi multada pela Prefeitura de Manaus, mas, depois de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em vez de recolher o valor da multa (R$ 150 mil) aos cofres públicos, comprometeu-se em investir a importância na reforma da clínica veterinária do centro.

Está sendo feita a reforma do centro veterinário e a construção de mais duas salas de internação de animais, totalizando três. As salas são para atendimento dos filhotes e adultos que chegam ao refúgio, trazidos por doadores ou resgatados por agentes.

Cada sala terá condições de atender até 20 animais, exatamente o dobro do que está sendo oferecido hoje. A obra está prevista para ser entregue em 90 dias.

O compromisso da empresa, ao assinar o TAC, garantiu a ela o direito de privacidade também quanto aos motivos da punição. O importante é que os bichinhos terão mais espaço e condições para serem tratados e, de preferência, voltarem ao convívio com a natureza.

Atendimento

O Sauim Castanheiras é administrado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), mas em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Batalhão Ambiental, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), dentre outros órgãos. São 95 hectares de área verde administrada pelo médico veterinário Daniel Grijó Cavalcante.


Ainda pequena, a paca chegou ao refúgio bastante debilitada (Foto: Márcio Silva)


Quando recuperados, os bichos são devolvidos ao seu habitat ou doados a zoológicos ou a criatórios legalizados pelo Ibama.  “O pior é que algumas espécies, por serem animais grandes, comerem bastante e serem muito comuns, ninguém quer. A maioria é de primatas, principalmente macaco prego”, revelou o gestor.

Unidade precisa de muito mais

Não dá para esconder que são necessárias reformas nos abrigos dos animais. Estão bastante deteriorados, tanto que as portas são “trancadas” com fios porque as fechaduras já não existem. Tem pouco espaço adequado para manter quelônios e nenhuma jaula para grandes felinos.

“No momento, estamos conseguindo trabalhar, sem nenhum problema mais grave. As estruturas são boas, só precisamos de pequenos reparos, mas nada que vá limitar ou comprometer nosso trabalho. Entretanto, qualquer ajuda é sempre bem vinda”, diz o gestor, Daniel Grijó.

No Sauim, um tucano, uma das mais belas aves da Amazônia (Foto: Márcio Silva)

A cidade avançou e a reserva ficou no meio da área urbana de Manaus, mas Grijó garante que a segurança, feita durante 24 horas, protege  bem tanto o espaço quanto os animais.

Nos cativeiros ficam muitos dos animais que não têm condições de retornar à floresta, por dificuldades de readaptação. Eles permanecem nos cativeiros do refúgio até a morte.

“O grande problema que ainda enfrentamos é com animais vindos de cativeiro. Em sua grande maioria, eles não retornam à natureza porque passaram a vida presos e não conseguem readaptação”, revela Cavalcante.

Saiba mais:  Ursinhos

Indagado sobre doação, o gestor do Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras prefere que as pessoas levem ursinhos de pelúcia porque os filhotes em tratamento não têm a figura da mãe, então o brinquedo transmite segurança. Quem quiser também pode doar alimentos. O cardápio é variado, mas geralmente são frutas, frango, peixe regional, fígado e suplementação vitamínica.

Em números: 120

Esse é o número de  animais silvestres que estavam ontem (27) no Sauim Castanheiras, mas o número é variável, considerando que o local serve mais como centro de recuperação. O resgate ocorre de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h, há recebimento de animais. O contato pode ser feito pelo telefone 3618-9345.

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