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Amazônia
CHEGA DE ZIKA

Repelentes caseiros são opções baratas e naturais no combate ao Aedes aegypti

Para não usar venenos que não fazem bem para ninguém ou pelo menos utilizar o menos possível, uma das alternativas no combate ao Aedes aegypti é utilizar repelentes naturais, como as plantas manjericão e hortelã 02/04/2016 às 19:55 - Atualizado em 02/04/2016 às 19:56
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Além de emanar um intenso aroma, o alecrim, a erva-cidreira, o manjericão e o hortelã, são algumas das plantas que tem o enfeito inseticida e podem ajudar a manter o Aedes Aegypti afastado (Foto: Clóvis Miranda)
Náferson Cruz Manaus (AM)

Além de emanar um intenso aroma, o alecrim, a erva-cidreira, o manjericão e o hortelã, são algumas das plantas que tem o enfeito inseticida e podem ajudar a manter o Aedes Aegypti afastado, nos protegendo contra doenças transmitidas pelo vetor (vírus da Zika, Dengue e Chikungunya).

O uso delas pode ser feito de forma simples. Deixando vasos de plantas que são repelentes naturais na área externa da casa, no caminho percorrido pelo vento para que seu aroma circule pelo local. Além de manter o ambiente limpo, asseado e os alimentos bem acondicionados para não atrair esses visitantes indesejados.

A moradora do conjunto Duque de Caxias, na Zona Centro-Sul, Rosana Lima, 52, mantém ao menos duas das plantas citadas na janela de sua casa. “Tenho o manjericão e o hortelã há  bastante tempo em casa, as utilizava para o alimente, como fiquei sabendo que elas servem para espantar o Aedes, passei a dar mais importância para elas”, contou a moradora.

Outra herbácea nesta mesma linha de frente, no combater ao Aedes, está  o cravo-da-índia, porém, numa atuação distinta das demais. Segundo pesquisa desenvolvida no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a planta detém uma substância que é capaz de combater as larvas do aedes aegypti. Em estudo feito há três anos, os pesquisadores conseguiram eliminar as larvas do mosquito em apenas 24 horas.

À época, a pesquisadora Ilea Brandão Rodrigues destacou que estudos anteriores indicavam a eficiência da substância chamada eugenol em condições de laboratório com algumas espécies de insetos. Mas, segundo ela, em residências e em condições da Amazônia, o estudo é inédito e mostrou o potencial da substância no combate a epidemia da dengue.

“O teste consistiu em ensaios em laboratório e ensaios em residências com aplicação direta do extrato e observações sistemáticas por 20 dias da presença de larvas nos aparadores de plantas usados nos testes”, explicou a pesquisadora do Inpa.

A pesquisa foi desenvolvida durante dois anos no Amazonas. “O que nos motivou a desenvolvê-la está relacionado à contribuição que a população pode dar no combate a dengue com alternativas que estão à disposição delas”, ressaltou a pesquisadora.

Fórmula

A fórmula para combater as larvas do aedes aegypti é simples de ser preparada em qualquer casa e por qualquer pessoa. É necessário bater 60 botões de cravo-da-índia no liquidificador contendo 1 xícara e meia de água. Essa é a dose recomendada pelos pesquisadores do Inpa.

“A dose em aparadores pequenos (cerca de 15cm de diâmetro) é de três colheres de sopa; aparadores médios (cerca de 25 cm), quatro colheres e aparadores grandes (acima de 30cm), cinco colheres de sopa”, orienta Ilea Brandão Rodrigues, que junto com os pesquisadores Eunice da Silva Medeiros e Wanderli Pedro Tadei descobriu a capacidade do crevo-da-índia em combater larvas do mosquito transmissor da dengue.

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