Domingo, 15 de Setembro de 2019
Resíduos invasão

Resíduos deixados por invasores de área na AM-070 ainda sem destinação

Resíduos produzidos pelos 20 mil invasores de terreno na Manoel Urbano serão tema de reunião na próxima semana



1.jpg Toneladas e mais toneladas de lixo foram geradas durante os meses em que invasores estiveram em terreno no Iranduba
28/09/2013 às 08:45

O lixo produzido e acumulado por invasores que estavam assentados em dois terrenos localizados entre os kms 4 e 6 da rodovia Manoel Urbano (AM-070), no Município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), até ontem, terceiro dia de operação de reintegração de posse, ainda não tinha destino.

Estima-se que do local devam ser retiradas toneladas de lixo, desde entulhos, como os eletrodomésticos abandonados e restos dos barracos derrubados pelas pás mecânicas, a resíduos sólidos acumulados em sacolas plásticas.

Sinais de degradação ambiental estavam espalhados por toda a parte da área onde não tinha mais a presença de invasores. O local, que anteriormente estava sendo ocupado de forma irregular por milhares de pessoas, entre eles dezenas de indígenas de diversas etnias, parecia uma cidade fantasma.

A impressão era de que um furacão havia devastado a imensa área que pertence a igreja Assembleia de Deus. Não só o silêncio tomava conta de partes da área que estavam totalmente desocupadas, como também uma grande quantidade de lixo.

Os ocupantes saíram e deixaram para trás dezenas de fogões quebrados, pedaços de cama, carcaças de geladeiras, cadeiras, mesas, freezer, peças de roupa, colchões, louças, partes de guarda-roupas e outros pertences.

Os dois meses de existência da invasão que chegou a ser chamada pelos ocupantes de “comunidade Deus é por nós” também foram suficientes para gerar e acumular uma grande quantidade de resíduos como restos de comida, garrafas de vidro e de plástico, fraldas descartáveis, em centenas de sacolas plásticas que eram vistas amontoadas por todo o local.   

De acordo com o prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros (PTB), e o secretário de Meio Ambiente do município, Raimundo Israel, somente depois que a ordem de reintegração de posse for totalmente concluída será marcada uma reunião com o Batalhão Ambiental para definir uma ação integrada para a retirada do lixo deixado na área bastante degradada também pelo desmatamento da floresta causado pelos invasores e dar uma destinação correta.

A previsão da prefeitura de Iranduba é de que a ação integrada seja definida ainda no início da próxima semana.

Trabalho da polícia não terminou

Durante a manhã de sexta-feira(27), as pás mecânicas davam continuidade à derrubada dos barracos que ainda estavam de pé no terreno que pertence à igreja Assembleia de Deus. De acordo com o sub-comandante da operação,  Fabiano Bó, as atividades iniciaram às 6h com um efetivo de 180 policiais militares.

Apesar dos barracos estarem desocupados, alguns invasores ainda permaneciam no local alegando não ter para onde ir se saíssem dali. Outros aguardavam pelas caçambas disponibilizadas pela Prefeitura de Iranduba para fazerem o transporte da mudança para o local onde moravam antes de se mudarem para a invasão.

Mas um grande número de pessoas que afirmavam ser indígenas continuavam resistindo à ordem judicial e diziam que não sairiam do terreno porque tinham direito a um pedaço de terra para garantir uma moradia digna.

Os indígenas se concentravam debaixo de uma oca e de barracos esperando por uma reunião com a Fundação Nacional do Índio (Funai) com a Secretaria de Estado para Povos Indígenas (Seind). A mesma, segundo o tenente-coronel Fabiano Bó, só iria acontecer após o término dos trabalhos de reintegração de posse para definir o destino deles.


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