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Reunião discute impactos ambientas causado pela invasão de terras em Manaus

Os danos causados ao meio ambiente, a falta de fiscalização e outros assuntos, como a liderança por parte de grupos criminosos, estão tendo destaque na reunião  05/11/2015 às 11:26
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Representantes das ocupações também estão participando e pediram um lugar à mesa, junto com os representantes das instituições
luana carvalho ---

Está acontecendo, na manhã desta quinta-feira (5), uma reunião da Comissão de Vigilância Permanente da Amazônia e Meio Ambiente, da Câmara Municipal de Manaus, onde representantes do poder judiciário e executivo estão reunidos para discutirem as invasões de terras em Manaus.    

Os danos causados ao meio ambiente, a falta de fiscalização e outros assuntos, como a liderança por parte de grupos criminosos, estão tendo destaque. Representantes das ocupações também estão participando e pediram um lugar à mesa, junto com os representantes das instituições.

O secretário municipal de meio ambiente, Itamar de Oliveira, apresentou um levantamento feito pela pasta e aponta que existem, atualmente, 45 novas invasões em Manaus. A gerente de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), Regina Cerdeira, destacou as dificuldades de entrar nas áreas.

"A maioria dessas ocupações possuem lideranças armadas. Só na Cidade das Luzes, no Tarumã, tentamos entrar quatro vezes e em todas as tentativas fomos coagidos", denunciou.

A representante do Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam) relatou o mesmo problema de ameaças e afirmou que os danos causados a área verde da 'Cidade das Luzes' são irreversíveis. Moradores da invasão se manifestaram em relação ás ameaças e foram impedidos de contestar a denúncia.

O promotor de Justiça, Mauro Roberto, destacou que o problema das invasões em Manaus é, além de ambiental, social. "Há 27 anos que estou no Ministério Público, e há 27 anos que se discute invasões em Manaus. É importante dizer, também, que o poder público foi conivente com a maioria dessas ocupações. É preciso buscar uma solução para este problema, que também é de questão social".

O major Renato Schimidt, do Policiamento Ambiental do Amazonas, acredita que enquanto não houve a criminalização de invasões de terras, as reivindicais continuarão sendo constantes.

Representantes da Eletrobrás Amazonas Energia, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente(Sema), síndicos de condomínios localizados próximos às invasões e o Juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente em Questões Agrárias (Vemaq) também estão participando da reunião.

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