Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
hidrologia

Rio Negro registra vazante em ‘marcha lenta’, com descida de 1 cm/dia

O rio está descendo um centímetro por dia e especialistas não cravam que a seca será grande neste semestre



fsdfsfsdf.JPG Agora a Defesa Civil AM está atenta as calhas do Purus, Madeira e Juruá, onde apresenta descida nos níveis dos rios. Foto: Luiz Vasconcelos/Arquivo AC
08/07/2016 às 18:11

O rio Negro continua com descida discreta e praticamente estável nos últimos dias, conforme monitoramento hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Nesta quinta-feira (7) a cota marcava 27,11 metros, um centímetro a menos que o dia anterior. Na mesma data do ano passado, o rio estava 2,43 metros mais cheio.

Ainda que especialistas tenham informado que a estiagem pode ser acentuada em relação aos anos anteriores, por conta do nível dos rios não ter enchido o suficiente durante a cheia, ainda não é possível afirmar que a seca deste ano será severa, de acordo com o gerente de hidrologia e gestão territorial do CPRM, André Luis Martinelli.

“Em Manaus ainda não se pode afirmar nada com relação a magnitude da vazante. Pois aqui a maior influência viria dos rios Negro e Solimões e nestes rios as cotas estão dentro da média para o período”. Porém na bacia do Rio Purus a situação é mais crítica. O monitoramento mostra que as cotas estão próximas ao mínimo histórico.

“A bacia do Purus está sofrendo reflexos ainda de chuvas abaixo da média na sua região de cabeceira. Os rios afluentes da margem direita do Solimões sofrem a mesma influência climatológica. Portanto Purus, Juruá e Madeira tendem a níveis de vazante extremos”, completou André.

Nível dos rios

Na bacia do Solimões, em Tabatinga e Fonte Boa, o rio Solimões segue em processo de vazante. Nas estações a jusante (Itapeuá e Manacapuru) o processo de vazante se inicia de forma discreta, ainda segundo informações do CPRM.

Enquanto a bacia do Amazonas, onde a medição é feita no município de Parintins, o nível do rio Amazonas apresenta lenta descida. Baixou apenas 9 cm desde o dia 10 de junho quando atingiu a cota máxima deste ano de 7,03 m. Na bacia do Madeira, em Humaitá , o rio segue monitorado em processo de vazante com níveis abaixo da média para época.

Defesa Civil

A Defesa Civil do Amazonas informou que também está monitorando e acompanhando a estiagem no Estado, além de dar orientações técnicas às defesas civis municipais e prefeituras, que segundo o órgão, são as responsáveis pelas primeiras respostas às famílias em caso de desastres. Os municípios de Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira e Barcelos que estavam em Situação de Emergência por conta da estiagem, já foram assistidos pelo Governo do Estado e saíram da Condição, devido a normalidade com relação ao volume de água nas regiões. Não temos nenhum município em alerta.

Descida das águas segue padrão

Na série histórica das cotas em Manaus, 43,36% tiveram o valor mínimo anual no mês de outubro, 34,51% em novembro, 10,62% em janeiro, 9,73% em dezembro e 0,88% nos meses de fevereiro e setembro.


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