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Intervenção

Antiga lixeira viciada ganha 'novos ares' no bairro Cidade Nova, Zona Norte

Graças a uma parceria entre universitários, comunidade, setores públicos e privados, a área ganhou uma nova praça, chamada de  Recanto Comunitário Antônio de Pádua 12/06/2016 às 19:37 - Atualizado em 12/06/2016 às 23:01
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Até uma geladeira virou uma “geloteca”, onde a comunidade pode pegar e doar livros (Fotos: Euzivaldo Queiroz)
Luana Carvalho Manaus (AM)

O local inóspito que funcionou como  lixeira viciada por quase 30 anos deu espaço ao colorido dos balanços, das flores e das artes grafitadas no novo muro da Travessa 26, entre as Ruas Cupuaçu e Biribá, no bairro Cidade Nova, Zona Norte. Graças a uma parceria entre universitários, comunidade, setores públicos e privados, a área ganhou uma nova praça, chamada de  Recanto Comunitário Antônio de Pádua, inaugurada no último sábado (11). 

As amarelinhas no chão e os playground chamam atenção das crianças que antes não tinham uma área para se divertirem. Pneus que iriam parar no aterro da cidade se transformou em proteção para as mudas de pau pretinho. Pallets foram reutilizados nos jardins verticais e até uma geladeira virou uma “geloteca”, onde a comunidade pode pegar e doar livros. 

“Esse espaço deu uma nova cara ao nosso bairro. Nem parece aquela área feita, cheia de mato e lixo que era antes”, conta Leila Cristina do Rosário, 39, moradora da área e mãe do pequeno Rilley, de 7 anos. “Meu filho está desde cedo me chamando pra vir brincar. Agora as crianças tem uma opção de lazer nos finais de semana”, frisou. 
A iniciativa foi dos alunos do curso de administração do Centro Universitário do Norte (Uninorte Laureate).

A turma DMS07S1 aproveitou a disciplina de ‘gestão de projetos’ para fazer essa intervenção social. O coorientador da turma, Marcelo Eduardo, explica que este método é desenvolvido a quase dois anos. “A teoria é feita em sala de aula nas primeiras semanas do semestre e aqui eles colocam em prática. Eles trabalham a questão do mapeamento, do desenvolvimento das atividades, gestão de pessoas, gestão de custos e também buscam parcerias, treinando essa prática de administradores”, explicou. 

Ao todo, foram investidos R$ 8 mil para a construção de todo o espaço. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e de meio ambiente (Semmas) também foram parceiras no projeto, oferecendo a mão de obra. “É um projeto que envolve todo mundo e sem o apoio da comunidade isso seria impossível, até porque é a própria comunidade que agora tem o papel de manter e tocar o espaço”, ressalta  o chefe de divisão de obras Nivelle Torno.

Para os universitários, além do crescimento profissional, o projeto também engrandeceu o lado pessoal de cada um.   “Pudemos pôr em prática o que aprendemos na universidade. Mas acredito que  o que mais vale é que a experiência que engrandeceu como pessoas, nos sentimos bem”, conta um dos alunos da turma, William Dácio.

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