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Amazônia
poluição

Audiência pública vai debater destino do nosso lixo e a poluição de igarapé e praias

A sessão será realizada nessa próxima terça-feira (12), às 10h, na quadra da Paróquia de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, na rua Inocêncio Araújo, pela Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) 10/04/2016 às 22:48
Silane Souza Manaus (AM)

Uma Audiência pública vai discutir, entre outras coisas, a poluição do igarapé e das praias do bairro Educandos, na Zona Sul. A sessão será realizada amanhã (12), às 10h, na quadra da Paróquia de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, na rua Inocêncio Araújo, pela Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a pedido dos próprios moradores daquela região.

De acordo com o presidente da Comissão Reviva o Educandos, Gil Eanes Cardozo, o objetivo é cobrar providência das autoridades para solucionar as mazelas do bairro, como as frequentes quedas de energia elétrica, a falta de água, de segurança pública e de coleta de lixo, assim como no trânsito, na mobilidade urbana, cultura popular, saúde básica, entre outros. “Imagina que somos o bairro mais antigo de Manaus e não temos uma quadra de esporte”, pontuou.

Além disso, Eanes salientou que o bairro tem 4 quilômetros de praia que ninguém pode jogar bola ou tomar banho por causa da poluição, situação que também é encontrada no igarapé do Educandos, onde mais de 2 mil pessoas vivem em situação precária. “São palafitas e barcos moradias jogando seus dejetos no rio. Voltamos a ter a cidade flutuante. A fossa desse pessoal é o igarapé e o rio Negro. Tudo isso contribui com a degradação do nosso bairro, que vem ocorrendo há 25 anos e ninguém faz nada”, afirmou.

Moradores do Educandos contam que até os anos 90 era possível tomar banho no igarapé do bairro e frequentar as praias do local. Mas após essa época se deu inicio a ocupação irregular da orla e do rio e, consequentemente, a poluição ambiental encontrada hoje no lugar. Dados da Comissão Reviva o Educandos indicam que há em torno de 16 mil pessoas morando no bairro, que no dia 21 de agosto desse ano, completa 160 anos de existência.

Com a realização da Audiência Pública, a comissão espera sensibilizar tanto a população do bairro quanto as autoridades para os problemas verificados naquela área. “Todos os transtornos têm como causa a falta de políticas públicas e de fiscalização, mas também tem a conduta dos moradores, que não respeitam o meio ambiente. A Audiência Pública é a primeira ação efetiva em busca das soluções”, destacou Gil Eanes.

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