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Semana dedicada à cultura indígena é aberta em Manaus

O evento faz parte das comemorações do aniversário de 344 anos da capital amazonense e é organizado pela Prefeitura de Manaus 22/10/2013 às 16:16
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Esta é a primeira participação de indígenas em um evento organizado pelo Concultura
acritica.com Manaus, AM

Com as participações da cantora Djuena Tikuna e do grupo indígena mirim Kuiá, começou nesta terça-feira (22), em Manaus, a semana dedicada à cultura indígena. O evento faz parte das comemorações do aniversário de 344 anos da capital amazonense e é organizado pela Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura) e o apoio da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), na divulgação.

Simultaneamente às apresentações artísticas, até sexta-feira (dia 25) o Parque do Mindu receberá palestras e oficinas artesanais que abordam a
história dos povos Sateré-Mawé, Tukano, Munduruku, Kokama e Tikuna. A entrada é grátis.

Esta é a primeira participação de indígenas em um evento organizado pelo Concultura, o que é motivo de orgulho para pessoas como Rosimeire Teles, do povo Arapasso. Foi dela a responsabilidade de fazer a abertura das atividades no auditório do Parque do Mindu.

“Estou feliz por desenvolver o projeto com o objetivo de que as pessoas conheçam e entendam mais a cultura indígena”, disse a indígena, que fez questão de posar para as fotos ao lado de estudantes do curso Guia de Turismo, do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).

Visibilidade

Um dos representantes do Concultura a marcar presença no evento foi o cantor e compositor Celdo Braga. De acordo com o artista, o Conselho tem procurado abrir espaços para dar maior visibilidade aos segmentos de artes em Manaus, estejam elas representadas por negros, mestiços ou indígenas.

“É o aniversário da cidade e o Concultura não poderia ficar fora dessa festa”, justificou Celdo Braga, que aproveitou para mostrar um dos instrumentos criados por ele, cuja essência representa o som de um pássaro da Amazônia.

Novidades

Entre os produtos que chamam a atenção de quem visita os estandes indígenas está o caneco produzido pela comunidade Kokama do Ramal do Brasileirinho. De preto, o caneco fica branco e mostra o desenho de uma tartaruga. Ela simboliza uma das histórias daquele povo, apresentadas em uma cartilha destinada ao público infantil, com o objetivo de revitalizar a língua nativa.

“Essa cartilha conta a história da tartaruguinha que ficou branca”, resumiu Glorinha Neta Kokama, que cursa Agroecologia no Instituto Federal do
Amazonas, na Zona Leste de Manaus.

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