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‘SOS Enchente’ é pago aos atingidos pela cheia do rio Negro

Para conter danos, mais de 700 famílias que moram em áreas alagadas do bairro Educandos receberam R$ 300  20/06/2015 às 11:12
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Uma multidão de moradores afetados pela cheia do rio Negro fez fila para receber a primeira parcela do benefício
oswaldo neto ---

Foi entregue a 786 famílias que moram em áreas alagadas do bairro Educandos, Zona Sul, a primeira parcela do programa “SOS Enchente”. O valor do auxílio é de R$ 300. O Educandos é um dos locais mais afetados pela enchente na capital, que já é a quarta maior da história, porém registrou ontem uma queda de 1 centímetro no nível do rio Negro.

Vinte e cinco assistentes sociais do corpo técnico da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) receberam as famílias afetadas no Centro Social e Cultural Zulândio Pinheiro, no bairro Educandos. De acordo com o órgão, três mil famílias de 15 bairros atingidos devem ser beneficiadas até a próxima semana. Somente nesta primeira parcela, a secretaria informou que o gasto do município será de R$ 900 mil em virtude das bolsas.

O analista de estoque Frank Lopes, 28, compareceu no centro para receber a guia de pagamento e retirar o dinheiro em um banco. Ele mora com a mãe de 85 anos em um ponto afetado no bairro Educandos. Segundo ele, o auxílio deve prevenir mais danos na residência da família. “Iremos comprar madeira pra fazer ‘maromba’. Perdemos um fogão e um sofá, então esse auxílio vai ajudar a gente a levantar os móveis”, contou.

Segundo a assessora técnica da Semmasdh, Gecilda Albano, 3 mil famílias estão cadastradas para receberem a primeira parcela do benefício até segunda-feira. O levantamento dos grupos necessitados iniciou em maio. “A primeira parcela está se concretizando hoje, mas a partir do dia 27 de junho iremos divulgar o pagamento da segunda parte. O total são 600 reais por família”, explicou.

Auxílio eventual

A subsecretária do órgão, Taís Braga, explica que, além do auxílio repassado, servidores da secretaria estão avaliando as necessidades dos moradores para a entrega do chamado “auxílio eventual”, que consiste em colchões, redes e cestas básicas.

“As nossas equipes identificam as famílias em situação vulnerável e avaliam as necessidades. Se elas necessitarem de algo a mais além do auxílio-aluguel, elas serão cadastradas e receberão os materiais de acordo com a necessidade. A avaliação depende de cada caso”, afirmou.

Anamã entra em estado de calamidade

 A Defesa Civil do Amazonas atestou ontem, o decreto de Estado de Calamidade Pública do município de Anamã na calha do Baixo Solimões e o documento segue para homologação estadual. A cidade já contabiliza 8.323 mil pessoas afetadas e órgão vai iniciar novo plano emergencial de atendimento às famílias afetadas.

Anamã, que já apresenta comprometimento dos serviços essenciais em escolas, postos de saúde, energia elétrica, além do fechamento da agência dos Correios, é a segunda cidade do Amazonas a decretar Estado Calamidade Pública este ano. O primeiro município foi Boca do Acre, na calha do Purus, que já apresenta descida gradativa do nível do rio.

Em Manaus, a cota máxima da enchente neste ano foi registrada no dia 15 deste mês. Com 29,61 metros, a marca alcançou o título de quarta maior cheia da história. Entretanto, de acordo com a Defesa Civil de Manaus, a tendência é que o nível do rio diminua. Isso porque, de quinta-feira até ontem, o nível do rio Negro, na capital, baixou 1 centímetro. 


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