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Subida do Rio Negro segue acelerada, afirma Serviço de Hidrologia do Porto de Manaus

Nesta terça-feira (10) o rio Negro estava com 41 centímetros a mais que no mesmo dia e mês do ano passado. Próximo à fronteira, quadro é pior 10/02/2015 às 20:23
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Na enchente de 2012, a água cobriu parte do Centro de Manaus. Apesar da cota atual estar bem acima da do ano passado, ainda é cedo para fazer previsão
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De acordo com o Serviço de Hidrologia do Porto de Manaus, de segunda para terça-feira o nível do rio Negro registrou uma subida de sete centímetros, atingindo a cota de 24,12m, isto é 41 centímetros a mais que no mesmo dia e mês do ano passado. Em 105 dias de enchente (desde 29 de outubro de 2014) o rio subiu 4,24m. Considerando apenas os primeiros 41 dias de 2015, a subida foi de 2,43m.

Embora os números sejam consideráveis, o engenheiro do Serviço de Hidrologia do Porto de Manaus, Walderino Pereira da Silva, acha que ainda é cedo para fazer projeções quanto ao volume de água da próxima enchente no Município de Manaus.

“O rio vai subindo numa proporção considerada aceitável. Ainda não estamos naquele período de acréscimo. No período da vazante, setembro é o mês que a água baixa mais rapidamente. Imagina baixar 25 cm por dia e em um mês atingir mais de seis metros”, analisa o engenheiro.

Já a região do Alto Solimões, nos municípios de Tabatinga, Benjamin Constant, Atalaia do Norte e São Paulo de Olivença, continua em alerta máximo. Naquela área, o volume de chuvas tem sido muito forte, elevando rapidamente o nível dos rios. A subida em Tabatinga reflete diretamente em Manaus.

Outra região bastante castigada pela subida das águas é o Sudoeste do Amazonas, mais precisamente nos municípios de Ipixuna, Guajará, Envira, Eirunepé e Itamarati. Nesses municípios a cota do rio já atingiu mais de 14 metros, 12 centímetros a mais que no mesmo período de 2014. Todos estão em situação de emergência.

Aquela região já começou a receber ajuda da Defesa Civil do Amazonas. Cerca de oito mil famílias devem ser atendidas com 16 toneladas de alimentos, medicamentos, mantimentos para abrigo e hipoclorito de sódio ainda serão enviados. O primeiro embarque ocorreu na segunda-feira (9) quando um avião fretado pelo Governo do Amazonas decolou do Terminal 2 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, o “Eduardinho” com destino a Eirunepé, que funcionará como base. De lá a ajuda será distribuída às populações de Ipixuna, Guajará, Envira, Eirunepé e Itamarati, que estão em estado de emergência pela cheia do Rio Juruá. Entre os alimentos estão arroz, feijão, farinha, água mineral e sal, usado principalmente para preservar alimentos.

A quantidade de alimentos deve atender cerca de 40 mil pessoas. Segundo o Secretário Executivo de Ações da Defesa Civil, coronel Roberto Rocha, medicamentos, suprimentos de ajuda humanitária e hipoclorito de sódio também serão enviados nesta semana por via aérea e fluvial.

Estatísticas

A enchente de 1953 atingiu a altura de 29,69m e durante 56 anos se manteve como a maior marca de todas. Só foi superada em 2009 quando subiu oito centímetros a mais (29,77m). Entretanto, o recorde atual na capital amazonense foi estabelecido em 2012 com a marca de 29,97m. A mínima de todos os tempos foi de 13,63m em 24 de outubro de 2010.

Em números

105 Desde o primeiro pico,  no dia 29 de outubro de 2014, a enchente nos rios do Amazonas completou, ontem, 105 dias de subida. Nesse período, o Rio Negro subiu 4,24m. Considerando apenas os primeiros 41 dias de 2015, a subida foi de 2,43m.

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