Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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Amazônia

Tempestades aumentam cheia do rio Solimões e agravam situação de Benjamin Constant (AM)

Por causa das chuvas que caem desde sexta-feira (10), os níveis do rio Solimões e do seu afluente Javari subiram 8 centímetros. Trânsito precisou ser interrompido e moradores permanecem assustados - principalmente comerciantes, que já registram prejuízos de até 20% 


11/04/2015 às 19:11

A cheia do rio Solimões e de seu afluente, o rio Javari, agravou a situação na cidade de Benjamin Constant (a 1.116 km de Manaus), na região do Alto Solimões, na tríplice fronteira do Brasil, Colômbia e Peru, neste sábado (11). Em quase dez horas de chuva ininterrupta, o nível da inundação na área urbana da cidade aumentou consideravelmente, obrigando a Prefeitura do município a interromper o trânsito na área central da cidade.

Nas últimas 24 horas, os níveis dos rios Solimões e Javari aumentaram oito centímetros, registrando a marca de 13,21 metros. A forte chuva que caiu na cidade a partir das 22h de sexta-feira (10) assustou moradores e comerciantes. A área inundada aumentou na área central da cidade, ocupando a maioria das ruas.

Desde as primeiras horas da manhã, a Prefeitura de Benjamin Constant mobilizou operários para aumentar o prolongamento das pontes construídas no início da semana, principalmente na avenida Castelo Branco, cujas águas já invadiram cerca de mil metros.

A Prefeitura através da Defesa Civil do município interditou parte da Feira do Produtor, localizada na orla onde parte da calçada desmoronou. Enquanto isso comerciantes já se mobilizaram para enfrentar a cheia. Parte deles estava construindo marombas no interior de seus estabelecimentos, aumentando o piso para evitar que as águas causem estragos em suas mercadorias.


Prejuízos

Segundo o presidente da Associação Comercial de Benjamin Constant, Venâncio Correia de Oliveira Filho, o “Vena”, até sábado as vendas no comércio registram uma queda em torno de 20%

Ele calcula que os prejuízos dos comerciantes, principalmente os de gêneros alimentícios, tenham prejuízos de 50%, com a queda nas vendas e perdas de mercadorias causadas pela grande umidade.

Além das perdas, Venâncio aponta outro fator preocupante: o desabastecimento de gêneros alimentícios, como carnes congeladas oriundas de Manaus. “Eu já cancelei alguns pedidos de congelados por não ter onde armazenar. Estou tentando arranjar um frigorífico para guardar o que tenho”, afirmou.

A comerciante Maria Gomes Mesquita também é da mesma opinião. “Vamos ter um prejuízo em torno de 50%. Além disso, as mercadorias que temos podem  stragar com o mofo, por causa da umidade e também por causa de insetos”, afirma.


O comerciante e vereador Ares Cabral, proprietário de um mercadinho a 500 metros do Porto de Benjamin Constant, já se preparava para adequar seu estabelecimento, cujo acesso é feito por pontes. “Estou guardando parte das mercadorias no apartamento (a loja fica no térreo) de minha irmã. Se a água continuar subindo, o jeito vai ser fechar”, declarou.

Recordes

A preocupação dos comerciantes tem fundamento, com base nas duas maiores cheias já registradas na cidade, em 1999 e 2012. Em 1999, a enchente alcançou a marca de 13,82 metros no dia 28 de maio (alguns moradores afirmam que o nível das águas subiu até o dia 9 de junho daquele ano).

Já em 2012, o nível máximo dos rios foi registrado em 25 de abril, com a marca de 13,73 metros. Em 2012, a cheia causou prejuízos em 70 estabelecimentos na cidade e mais de 12 mil pessoas foram afetadas, o que corresponde 43% da população residente na área urbana do município.

A cheia já obrigou a Prefeitura de Benjamin Constant decretar situação de emergência na última segunda-feira (6). No entanto a situação de emergência depende do reconhecimento do Governo do Estado e do Governo Federal, após receberem o Formulário de Informações de Desastres (FIDE), uma exigência da Secretaria Nacional de Defesa Civil, subordinado à Presidência da República.


As informações contidas no FIDE ainda serão checadas pela Secretaria Nacional com análises de imagens de satélite para verificar a extensão da inundação.

A cheia já atingiu oito bairros na área urbana, onde foram construídos mais de cinco quilômetros de pontes em madeira, a remoção de famílias para abrigos, bem como a interrupção do ano letivo em várias escolas na área rural e possivelmente duas na área urbana.


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