Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Amazônia

Ufam promove debate sobre presença de haitianos na Amazônia nesta quinta

Mesa-redonda e lançamento de livro no ICHL reúnem pesquisadores, jornalistas e migrantes



1.jpg Haitianos chegaram à Amazônia às centenas fugindo do terremoto que abalou o país em 2010. Sua presença na região é marcada pelas dificuldades em conseguir moradia e emprego
28/11/2013 às 10:02

Eles chegaram em grandes grupos ao Amazonas e ao Acre, principalmente no ano de 2012. Logo eram milhares de homens, mulheres e algumas crianças nas cidades brasileiras experimentando o preconceito e a solidariedade. Ocuparam com grande novidade os espaços da mídia e, hoje, estão fora da agenda enquanto tentam reorganizar a vida na Amazônia, no Sudeste e no Sul.

Os haitianos buscaram o Brasil como terra prometida após o 12 de janeiro de 2010 quando um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter atingiu o Haiti. Mais de 200 mil pessoas morreram e outras milhares ficaram feridas em um país arrasado.

São mais de 5 mil haitianos no País, de acordo com dados de organizações sociais brasileiras. Como vivem, o que fazem, como estão os filhos (os que vieram e os que aqui nasceram) são perguntas atenuadas pelos governos e lembradas por restritos setores que tentam assegurar dignidade no tratamento dado a essas pessoas.

A Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (Adital) com sede em Fortaleza (CE) é uma das organizações que faz esse caminho. Nesta quinta-feira (28), em Manaus, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), promove um encontro para discutir a presença dos haitianos na região.

‘Haiti por si’ é lançado
“A Migração Haitiana na Amazônia” será tema de uma mesa redonda no horário de 10h às 12h, de hoje, no Instituto de Ciências Humanas e Letras -ICHL/Ufam (sala 6, bloco Mário Ypiranda).

Dois aspectos serão abordados nesse encontro: “Trajetórias e vivências dos imigrantes haitianos através da imprensa”, pela professora Kátia Couto, do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH-Ufam), e “A migração haitiana na Amazônia à luz dos Estudos de Gênero”, Márcia Maria de Oliveira, doutoranda do Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (PGSCA) e Elias Oliveira, do curso de Ciências Sociais, da Ufam.

Às 10h30, o jornalista Ermanno Allegri, diretor da Adital, fará o lançamento do livro “Haiti por si”. Organizada pela jornalista Adriana Santiago, a publicação conta em seis capítulos a história, a reconstrução, economia solidária, a soberania alimentar, cultura e democracia participativa. De acordo com Ermanno Allegri, as linhas de investigação partiram de propostas dadas pelos próprios movimentos sociais haitianos.


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