Domingo, 26 de Maio de 2019
Amazônia

Vazante: 48 municípios ainda sofrem os efeitos da cheia e 460,1 mil pessoas precisam de ajuda

Municípios atingidos pela cheia continuam sendo monitorados e auxiliados pelo governo. Eles permanecerão assim pelo prazo legal de até 180 dias, que está previsto nos decretos de emergência e calamidade



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O Município de Boca do Acre, na calha do rio Purus, entrou em estado de Calamidade Pública em março, mas continua necessitando de ajuda humanitária.
14/07/2015 às 21:00

A enchente deste ano está encerrada, conforme avaliação do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), mas a Defesa Civil do Amazonas informou que os 46 municípios que passaram por desastre ocasionado pela águas dos rios da bacia Amazônica ainda continuam em situação de emergência e outros dois em estado de calamidade pública.

Estes 48 municípios atingidos pela cheia continuam monitorados e auxiliados pelo governo e permanecerão assim pelo prazo legal de até 180 dias, que está previsto nos decretos de emergência e calamidade.

Ao todo são 460,191 mil pessoas afetadas, totalizando 92,024 mil famílias atingidas pelo fenômeno da subida das águas dos rios da bacia neste ano de 2015.

Conforme a Defesa Civil, os Municípios de Boca do Acre (a  1.828 quilômetros de Manaus) e  de Anamã (a 168 quilômetros) foram os mais afetados  e continuam em estado de calamidade pública.

O balanço geral do CPRM sobre a enchente deste ano, publicado na última segunda-feira, informava que o rio Purus, no município de Boca do Acre, estava na cota de  6,47 metros. Lá o recorde é de  23 de fevereiro de 1971 com a cota de 21,83metros.

No rio Solimões, que banha o município de Anamã, a maior cheia histórica foi registrada na estação do município de Manacapuru, no dia 1 de junho de 2012, quando o rio atingiu a cota de 20,68 metros. Até a última quinta-feira, quando ocorreu a última medição  o Solimões estava na  cota de 20,64 metros.

No balanço geral, o CPRM registrou que o rio Acre, que banha a capital do Estado, Rio Branco, foi o único rio neste ano a ultrapassar a cota histórica, chegando  aos 18,34 metros no dia 5 de março. Na medição mais recente do rio,  ocorrida na última sexta-feira, ele atingia a cota de 3,44 metros.

Neste ano a cota máxima do rio Negro foi de 29,66 metros, alcançada  no dia 29 de junho. Até ontem o rio estava na cota de 29,41 metros. A maior cheia histórica do rio Negro ocorreu no dia 29 de maio de 2012, quando ele atingiu a cota de 29,97 metros.

Auxílio

Nesta semana a Defesa Civil do Amazonas está realizando uma nova etapa de atendimento humanitário como parte do plano de resposta ao desastre do terceiro ciclo da enchente. Nesta fase oito municípios que estão em situação de emergência serão contemplados com o apoio do Governo do Estado.

Os municípios contemplados nesta segunda etapa são: Autazes e Silves, no Médio Amazonas; Codajás e Manaquiri, no baixo Solimões; Urucará, Maués e Barreirinha, no baixo Amazonas, e Borba, no Madeira. Nesses municípios, conforme a estimativa dos técnicos da Defesa Civil,  mais de 12 mil famílias ainda vivem sob o impacto da subida das águas.

Com essa nova remessa sobe para 927 toneladas o volume de ajuda humanitária enviada pelo Estado aos 48 municípios atingidos pela enchente.


Em Careiro da Várzea, o rio Solimões invadiu as ruas e as vítimas do fenômeno extremo foram transferidas pela Defesa Civil para uma balsa dormitório. Foto: Antonio Lima

 Ações de ajuda em diversas áreas

O Governo do Estado transferiu R$ 3,4 milhões para os Municípios de Boca do Acre, Envira, Itamarati, Eirunepé, Benjamin Constant, Carauari, Maraã, Careiro da Várzea, Manacapuru, Juruá, Itacoatiara e Jutaí.  

Os kits de madeira distribuídos aos municípios é composto por tábuas, caibros e ripões e podem ser usados para a construção de passarelas ou doados diretamente às famílias afetadas para a construção de marombas dentro das casas.

Também foram doados 927 toneladas de alimentos não-perecíveis, além de kits dormitório (colchões, redes, mosquiteiros) kits de higiene pessoal e medicamentos.

Em números

154 metros cúbicos madeira foram doados  para os Municípios Careiro da Várzea, Anamã, Anori, Manacapuru, Iranduba e Itacoatiara e 29,66 metros foi a cota máxima atingida pelo rio Negro neste ano. Ontem, o rio estava numa cota 25 cm abaixo (29,41).


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