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Vazante do Negro diminui ritmo, mas não descarta grande seca

Mesmo após retornar a estabilidade da descida, a Capitania dos Portos e a Superintendência Estadual de Navegação (SNPH) continuam preocupados com os navegantes e pedem mais atenção e cuidado para este período 20/10/2015 às 20:14
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No Educandos, já é possível perceber a dimensão da seca até o momento
Isabelle Valois Manaus (AM)

O rio Negro voltou a descer de forma estável após  passar dez dias vazando acima da média de 25 centímetros ao dia. Nesta terça-feira (20), o rio atingiu a cota de 17,07 metros (-23cm) e está 3,44 metros a cima da seca recorde, registrada em 24 de outubro de 2010 (13,63 metros).

Nesta mesma data, no ano passado, a cota era de 20,43 metros. Já em 2010, no mesmo dia 20 de outubro, ele estava a 14,09 metros. Assim, podemos ver que na terça-feira (20) a cota estava 3,38 metros abaixo da mesma registrada no ano passado. No entanto, em relação a 2010 (ano da maior seca), o rio está 2,98 metros acima.

Mesmo após retornar a estabilidade da descida, a Capitania dos Portos e a Superintendência Estadual de Navegação (SNPH) continuam preocupados com os navegantes e pedem mais atenção e cuidado para este período.

De acordo com o 9º Distrito Naval, desde o início da vazante, houve um registro de encalhe de  embarcação em banco de areia. O caso ocorreu no dia 6 deste mês, no rio Solimões, próximo ao Município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). O proprietário informou que não viu o banco de areia devido à baixa visibilidade causada pela  fumaça de queimadas. Ninguem ficou ferido no incidente.

No porto da Ceasa, o fiscal do SNPH Elizeu Maciel, antes de liberar o tráfego das cinco balsas que realizam a travessia para o Carreio Castanho,  solicita que o chefe da associação dos canoeiros dos portos, José Sales da Silva, diariamente desça a rampa da balsa,  em média 30 a 40 centímetros, tanto em Manaus como também em Careiro.

“A nossa maior preocupação está com os caminhões que atravessam, pois entre a rampa e a balsa tem  uma elevação por conta da vazante e se não tivermos cuidado, o veículo pode ficar engatado e  ocasionar sérios problemas. Mas estamos todos os dias acompanhando  o translado, principalmente no período do final do dia e no início da manhã”, reforçou.

O SNPH suspendeu na última semana a travessia das balças mais baixas. “Isso foi feito para evitar que tivéssemos qualquer tipo de problema, principalmente na hora de atracar nas rampas. Por causa da descida das águas, nossa maior preocupação é de que as balsas fiquem encalhadas, e para evitar suspendemos as duas balsas pequenas”, informou. 

No dia 11 deste mês, o rio Negro chegou a descer 40 centímetros em um dia, considerado uma das cotas mais altas já registrada. O rio apresentou a primeira descida acima de 25 centímetros no dia 10 deste mês, e ficou assim até segunda-feira quando registrou 28 centímetros.

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