Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
Vazante

Vazante do Negro e Solimões segue dentro da normalidade no AM

A informação é do secretário executivo da Defesa Civil do Estado, Fernando Pires Junior



vazante.JPG Apesar da vazante já ter começado, a descida do nível do rio Negro, em Manaus, ainda está dentro da normalidade (Foto: Márcio Silva - Arquivo/AC)
10/08/2016 às 14:47

Apesar de 11 municípios das calhas do Purus e Juruá permanecerem situação de alerta, a vazante já começou, mas segue dentro da normalidade. A informação é do secretário executivo da Defesa Civil do Estado, Fernando Pires Junior.

Ele explicou que, apesar do verão amazônico e das poucas chuvas, a vazante nos rios Negros e Solimões está dentro do normal se comparada com o mesmo período de anos anteriores. O rio Negro baixou 5 centímetros na última segunda-feira.

No Alto Solimões, no último domingo houve uma subida de 6 centímetros no nível do rio, mas na segunda-feira a régua, que fica no município, registrou que o nível baixou 6 centímetros.

No município de Coari, o nível do rio estava marcando 16,06 e o nível do rio baixou 9 centímetros ontem. Em Manacapuru, região do Baixo Solimões, o rio baixou 6 centímetros ficando com 16,93 metros.

O secretário lembrou que a menor vazante ocorreu em 2010, quando 53 municípios ficaram em situação de emergência. “Isso nos dá uma certa tranquilidade quanto ao rio Negro porque nós estamos em pleno verão amazônico e a vazante está dentro da normalidade, baixando 5 centímetros por dia”, disse.

Em 2005, 45 municípios ficaram em situação emergencial por conta de estiagem.

Sul do Amazonas

O secretário afirmou que a maior preocupação é com relação à estiagem na região Sul do Estado, nas calhas dos rios Juruá, Purus e Madeira. “Essa região está sofrendo com a descida dos rios e a baixa precipitação qna região”, disse.

A previsão para esse ano não é de estiagem extrema, segundo o secretário, mas há preocupação com as calhas dos rios Purus e Madeira, devido ao baixo nível pluviométrico registrado nos últimos meses, além da previsão de poucas chuvas para os próximos meses. “Por esses motivos nós teremos, nessa região, uma vazante mais precipitada. Estamos monitorando diariamente para não termos surpresas e trabalhando com um plano de prevenção. Hoje a situação é de alerta”, disse.

Guajará perto do recorde

A situação mais preocupante é em Guajará, que está a 30 centímetros de atingir a cota histórica de estiagem. Em 1995, o rio atingiu 2,20 metros e, na segunda, o nível chegou a 2,50 metros. Segundo a Defesa Civil do Estado, 11 municípios das calhas do Purus e Juruá estão em situação de alerta.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.